A Febraban, por meio da plataforma noomis, destacou que brasileiros não querem usar apenas bancos digitais que tem as somente as mesmas funcionalidades de um banco tradicional ou aplicativos de pagamentos 'normais', mais exigentes os usuários nacionais anseiam por plataformas 'completas' que também ofereçam acesso a serviços não financeiros.
A revelação é importante para desenvolvedores e empreendedores de criptomoedas que vem construindo soluções para inserir Bitcoin como meio de pagamento do cotidiano. No campo dos criptoativos uma das primeiras empresas a entender esta demanda por apps que oferecem diversos serviços, além dos financeiros, foi a Pundix que em sua XWallet agrega notícias, app de mensagens entre outras funções além do armazenamento e pagamento com criptomoedas.
Na mesma linha, David Chaun lançou recentemente o xx Colective que também pretende ser um 'ecossistema dentro de um app' e terá além de uma criptomoeda, uma rede para troca de mensagens, notícias, entre outras funções.
“Baixar simplesmente o app não é suficiente; é possível que o cliente Neon tenha mais outros bancos digitais em seus celulares. A questão é: como engajar esse cliente? Tem um banco digital que promove uma experiência diferenciada com agilidade nas respostas, engajamento com conceito de time e assim transforma clientes em fãs; é explorar o emocional, a empatia”, destacou Chen Wei Chi, sócio de consultoria em Serviços Financeiros para Transformação Digital e Inovação da EY.
Segundo a noomis ao que tudo indica, além da facilidade de uso, o que pode definir o mercado de bancos digitais e serviços de pagamento é a oferta de uma plataforma completa. Segundo consultores, o usuário não quer um arsenal de apps em seus celulares. E o conceito de open banking se apresenta como uma esteira para esse desenho.
O open banking possibilita a criação de modelos de negócio digitais por meio de APIs oferecidas por uma instituição financeira, capazes de promover serviços integrados de outras empresas e apps. Assim, os apps se conectam à API do banco do usuário, executando uma gama de outros serviços.
O Cointelegraph vem destacando com o open banking pode dar um novo impulso para adoção do Bitcoin no Brasil, com o novo sistema, por exemplo, se uma exchange de Bitcoin estiver conectada a rede de Open Banking não será preciso mais fazer TED ou DOC para a plataforma, você poderá, 24 horas por dia, 7 dias por semana, usar seu saldo diretamente da conta corrente, conta poupança ou até da conta salário, para comprar criptomoedas e, na hora da venda, o valor também pode ser disponibilizado 'em tempo real' na sua conta bancária indicada.
Outra aplicação possível, por exemplo, pode ser uma na qual o cliente determina que uma porcentagem do valor recebido em sua conta salário seja automaticamente convertido em Bitcoin, ou ainda, que todo mês seja debitado um valor específico destinado a uma 'aposentadoria' em criptomoedas.
Como noticiou o Cointelegraph, o Banco Central do Brasil anunciou a abertura de uma Consulta Pública, até o dia 31 de janeiro de 2020, sobre o edital do BCB que determina as regras para o compartilhamento de informações no sistema de Open Banking que permitirá, entre outros, que fintechs, startups e outras instituições, mediante autorização e aprovação façam gestão de recursos custodiados por bancos e instituições financeiras.
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