Executivos brasileiros de gestoras de criptomoedas também estão de olho nos movimentos do mercado cripto e mostram otimismo para o segundo semestre de 2020, mesmo depois da flash crash de US$ 1.500 desta semana, segundo o Valor Investe.

Theodoro Fleury, da QR Asset Management, ressalta que os motivos para a queda do domingo ainda não estão claros, mas que este comportamento é "anormal" no mercado:

“Esse tipo de coisa não é anormal. É um pouco fruto da alavancagem; por ser um mercado não regulado, as plataformas de derivativos movimentam volumes altíssimos conforme os preços vão subindo, e investidores mais experientes podem tentar dar sustos em novatos”

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    O executivo também diz que o novo rali do mercado cripto pode ser reflexo de uma série de fatores combinados: procura por hedge na pandemia, maior adoção por grandes players, permissão nos EUA para bancos custodiarem criptomoedas e até o halving de maio:

    “Após a pandemia, houve forte afrouxamento de políticas monetárias nos países desenvolvidos. E vimos grandes investidores estrangeiros assumindo posições ou mirando esse mercado, como o Medallion, famoso fundo quantitativo da gestora Renaissance, que em abril anunciou que passaria a operar contratos futuros de criptos. Sabíamos que, mesmo com certo atraso, tudo isso seria combustível”.

    O rali também quebrou uma tendência macro de queda do Bitcoin que se alastrou desde a máxima do fim de 2017. Também com investidores mais "maduros", o mercado deve operar com otimismo pelo o menos até o fim de 2020:

    “Percebo que as pessoas que nos procuram são cada vez mais qualificadas e informadas. Além disso, havia tendência de baixa desde 2017 que foi, afinal, rompida. Os próximos seis meses podem surpreender.”

    Outro executivo, Elias Simos, da gestora americana Decentral Park, correlaciona o rali do Bitcoin com a disparada do ouro, que atingiu máxima histórica de US$ 2.000 por onça. Segundo ele, se a correlação se confirmar, pode ditar o comportamento da maior criptomoeda nas próximas semanas.

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