A fintech brasileira Stone já começou a explorar os serviços baseados em open banking no país, com integração de dados e serviços financeiros em uma só API. A informação é do Valor Econômico.

Segundo o texto, a área de open banking da Stone já trabalha com empresas como Account Bank, de contabilidade, Nimbly, de gestão financeira, e VHSYS, de software de gestão, sem divulgar números de clientes já atendidos.

A Stone possui licença para atuar como instituição de pagamentos emissora de moeda eletrônica e como sociedade de crédito direto, podendo ofertas contas de pagamento, cartões e empréstimos. Para o usuário final, todos os serviços são integrados em uma só API.

A fintech também disponibiliza outros serviços de adquirência e financeiros pela internet, e passou a oferecê-los a parceiros, como desenvolvedoras de software e fintechs, que querem oferecer estes produtos bancários digitais a empresas e pessoas jurídicas.

O sócio da fintech, Breno Maximiliano, explica:

"Para nós essa será a alavanca de negócio bancário para a Stone a longo prazo"

A ideia de uma conta para PJ já está em desenvolvimento há dois anos em meio, com estimativa de movimentar, somente em crédito, R$ 80 bilhões. A empresa, na prática, oferta interfaces de programação de aplicação (API) white label para conta pré-paga, emissão de boleto, TED, portabilidade de salário e outros serviços financeiros, mas com a marca dos parceiros. A receita, então, é compartilhada entre a fintech e a entidade parceira.

O open banking está em discussão no país e deve começar a ser implementado nacionalmente em novembro de 2020, com previsão de estar em plena atividade em outubro de 2021 pelo Banco Central.

Maximiliano diz que a antecipação do open banking não traz riscos e que a fintech segue o modelo inglês de compartilhamento de dados. Ele também aposta que o BC irá se inspirar no mesmo modelo e que os ajustes serão mínimos depois da implementação de um padrão para todo o país.

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