Diretor jurídico da Unick Forex que estava foragido se entrega e está em prisão domiciliar

O diretor jurídico da Unick Forex, o advogado Fernando Marques Lusvarghi, que estava foragido desde a ação da Polícia que prendeu a cúpula da empresa e apreendeu bens e documentos em outubro, se entregou à Justiça em 22 de novembro. A notícia é do jornal NH, de 3 de dezembro.

Segundo a matéria, Lusvarghi era o único foragido da Operação Lamanai, e se entregou à Justiça em Bragança Paulista (SP). Por falta de celas disponíveis, ele foi beneficiado com prisão domiciliar.

A prisão do advogado e de outros nove membros da Unick Forex, entre eles o presidente Leidimar Silva, foi decretada em 14 de outubro, três dias antes da operação policial contra a empresa. Lusvarghi pediu habeas corpus já na condição de foragido, alegando que na época das prisões estava em viagem à Brasília (DF).

O pedido de liberdade provisória teria sido negado em 5 de novembro pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF 4), quando a prisão já estava convertida em preventiva.

Também segundo o desembargador Leandro Paulsen, do TRF 4, a juíza da 7a. Vara Federal, Karine da Silva Cordeiro, já havia decidio pela prisão domiciliar.

Depois de se apresentar no último dia 22, Fernando Lusvarghi entregou seu passaporte à Justiça e recebeu sua tornozeleira eletrônica, assinando um termo de compromisso em que consente em não entrar em contato com outros investigados, não abrir conta em instituições financeiras, e não ter acesso à internet ou telefone.

Segundo a matéria, Lusvarghi cumpre "papel estratégico e conflitante" no esquema da Unick Forex, pirâmide financeira que comandava uma rede de mais de 1.000 "líderes" que ofereciam arbitragem de investimentos em Bitcoin.

Ele seria proprietário da SA Capital, garantidora da Unick Forex que oferece um loteamento hoje tomado por posseiros no interior de Goiás como "seguro" aos investidores brasileiros desfalcados pela empresa.

Na semana passada, o presidente da Unick, Leidimar Lopes, também teve seu habeas corpus negado no Superior Tribunal de Justiça. Ele, o diretor de marketing, Danter Silva, e outros dois envolvidos seguem presos.

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