Ataques terroristas ameaçam o anonimato do Bitcoin na Europa

Os reguladores europeus procuram cortar o terrorismo na sua fonte, parando o seu financiamento na sequência dos ataques terroristas em Paris e Bruxelas. Para eles, isso significa lançar um olhar escrutinador sobre as moedas digitais anônimas, como o Bitcoin.

A Comissão Europeia (o braço legislativo da União Européia) já tomou medidas para romper a natureza anônima do Bitcoin quando, em junho, atualizou suas regras contra a lavagem de dinheiro para forçar casas de câmbio de moeda digitais a verificar se seus clientes são quem eles dizem ser.

Anonimato atraente

Como as criptomoedas como Bitcoin são caracterizadas pela capacidade de enviar e receber dinheiro sem necessidade de se identificar a uma autoridade centralizada, os reguladores temem que ela possa ser uma avenida atraente para os criminosos usarem.

No entanto, não há muitas evidências que sugira que terroristas estão todos correndo para usar o Bitcoin, ou que a moeda digital esteja financiando as dificuldades dos terroristas.

Diligência prévia do cliente

A verificação do cliente já é uma parte importante das casas de câmbio estabelecidas, e esse tipo de controles que a comissão espera ajudará no monitoramento de atividades criminosas, bem como na lavagem de dinheiro.

"A Comissão propõe a colocação de plataformas virtuais de câmbio no âmbito da diretiva contra a lavagem de dinheiro, de modo a que estas plataformas apliquem os controles de diligência prévia aos clientes ao trocarem moedas virtuais por reais, acabando com o anonimato associado a essas trocas". Disse a Comissão Européia em um comunicado de imprensa.

Como as casas de câmbio como o Kraken por exemplo, já estão em conformidade, os efeitos da regulamentação européia foram insignificantes. De acordo com Garrick Hileman, acadêmico da Universidade de Cambridge na Judge Business School da Inglaterra, as casas de câmbio já operam com as melhores práticas em matéria de lavagem de dinheiro e "conheça seu cliente".

ISIS e a Dark Web

Alegadamente, parte da repressão veio do suposto financiamento do chamado estado islâmico através da Dark Web.

"Existe um sistema bancário paralelo que agora existe em todo o mundo capaz de transferir quantidades ilimitadas de dinheiro ... Os terroristas sabem que o sistema bancário está bem monitorado", disse à CNBC Scott Dueweke, fundador da Zebryx, uma consultoria de identidade digital.


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