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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Cade investiga Meta por barrar IA de concorrentes no WhatsApp

Big tech reformulou WhatsApp Business em outubro, excluindo a possibilidade de uso de ferramentas de IA alternativas à Meta AI.

Cade investiga Meta por barrar IA de concorrentes no WhatsApp
Brasil

Resumo da notícia:

  • Meta restringe ferramentas de IA do WhatsApp Business à utilização da Meta AI e concorrentes denunciam.

  • Cade diz que medida é desproporcional e determina suspensão preventiva dos novos termos de uso.

  • Meta diz que IA de terceiros sobrecarregam WhatApp Business, desenvolvido para seus clientes.

Na última segunda-feira (12), a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) abriu inquérito administrativo contra a Meta por suspeitas de abuso de posição dominante em relação ao uso de inteligência artificial (IA) no WhatsApp.

As investigações tiveram início a partir de denúncias feitas por empresas que desenvolvem assistentes de IA para o WhatsApp e o Facebook, já que a Meta, em outubro do ano passado, alterou unilateralmente os Novos Termos do Whatsapp (“WhatsApp Business Solution Terms”) impostos pela big tech para regular o acesso e oferecimento, por provedores de ferramentas de inteligência artificial, de suas tecnologias para os usuários do Whatsapp.

Segundo as denúncias, a Meta restringiu o uso de ferramentas de IA no WhatsApp Business aos produtos da Meta AI, pertencentes à big tech. O que, para o Cade, representou uma medida desproporcional. Já a Meta se defendeu dizendo que o WhatsApp Business foi desenvolvido para atender os clientes da empresa e não para funcionamento de chatbots de IA de terceiros, que estariam sobrecarregando a infraestrutura da plataforma de mensagens.

De acordo com informações da Agência Gov, a SG determinou uma medida preventiva suspendendo a aplicação dos Novos Termos até que o Cade possa avaliar corretamente todos os indícios de infração à ordem econômica identificados. O objetivo é preservar as atuais condições de concorrência e garantir a efetividade da investigação. 

A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma. 

A partir da instauração do inquérito, as empresas investigadas serão notificadas para se manifestarem e a Superintendência-Geral também irá coletar informações junto ao mercado para avaliar os indícios de infração à ordem econômica. 

Ao final do procedimento, o Cade poderá decidir pela abertura de um processo administrativo ou pelo arquivamento do caso. 

O Cade encerou dizendo que práticas de abuso de posição dominante em mercados digitais e envolvendo ferramentas de inteligência artificial têm sido alvo de investigações em diversos países, tema que segue sob atenção das autoridades de defesa da concorrência no Brasil e no exterior. 

Enquanto isso, análises indicam que a IA aumenta riscos de roubo de criptomoedas e de ‘alucinações’ em tomadas de decisão, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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