Resumo da notícia
Crise no Irã reforçou o uso do Bitcoin como proteção contra colapsos cambiais e censura financeira.
Defesa institucional da Bitwise reduziu temores sobre volatilidade e fortaleceu a legitimidade do BTC.
Gráficos técnicos indicam recuperação de médias móveis e menor pressão vendedora no curto prazo.
11h
Matheus Parizotto, analista chefe de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.
O Bitcoin inicia a semana em alta, com os fluxos agregados começando a virar para compra. No acumulado dos últimos 30 dias, o saldo institucional, combinando ETFs e tesourarias corporativas, voltou ao campo positivo pela primeira vez desde o fim de outubro, ajudando a sustentar as cotações.
Essa melhora, até agora pontual, precisa ganhar tração para sustentar uma recuperação mais consistente. Esse apetite pode se reforçar nos próximos dias com a votação do Clarity Act nas comissões do Senado americano na quinta-feira, o que tende a melhorar o sentimento, reduzir incertezas regulatórias e potencialmente destravar fluxos.
Do lado técnico, a superação com fechamentos diários acima da faixa de US$ 94 mil configuraria o rompimento de uma resistência relevante para o Bitcoin e aumentaria a probabilidade de aceleração da recuperação observada neste início de 2026.
10h30
Guilherme Prado, country manager da bitget no Brasil
O mercado cripto inicia esta terça-feira em um estado de espera tensa, com o Bitcoin (BTC) gravitando em torno de US$ 92.000. O clima é de "calmaria antes da tempestade", já que os investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação (IPC) nos EUA, que devem ditar o ritmo da política monetária do Fed para o primeiro trimestre.
O mercado está preso em um range de lateralização há mais de 45 dias por um motivo claro: a incerteza macroeconômica. Embora o Fed tenha sinalizado cortes de juros no final de 2025, a convergência da inflação para a meta de 2% tem sido lenta, mantendo a liquidez global apertada.
Essa restrição de liquidez é o principal "vilão" dos ativos de risco. Enquanto o ouro atinge patamares elevados, refletindo a busca institucional por proteção contra a volatilidade geopolítica e incertezas fiscais, as criptomoedas lutam para encontrar novos catalisadores de alta. As guerras comerciais e a imposição de novas tarifas globais continuam no radar, drenando o apetite por risco e mantendo o capital estacionado em ativos mais seguros ou em modo de espera nos ETFs.
Do lado tecnico, o BTC negocia atualmente abaixo da Média Móvel de 100 dias (US$ 96.000), que funciona como a grande barreira para a retomada do otimismo. O RSI (Índice de Força Relativa) no diário está em torno de 33 a 35, sinalizando que o ativo está próximo da zona de sobrevenda, o que pode atrair compradores de curto prazo em busca de um repique. No curto prazo devemos continuar vendo essa lateralização até o mercado encontrar um catalizador com força suficiente para mudar esse cenário.
9h30
Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital
Hoje o Bitcoin tende a enfrentar um dia de volatilidade elevada, impulsionada principalmente pela divulgação dos dados de inflação. Esses números são centrais para o mercado porque influenciam diretamente a leitura do Federal Reserve sobre o ritmo e a necessidade de novos cortes de juros. Uma inflação abaixo do esperado seria claramente positiva para ativos de risco, mas, no cenário-base, o mercado ainda trabalha com a expectativa de continuidade do ambiente atual, sem grandes surpresas no curto prazo.

Do ponto de vista de preço, o Bitcoin segue travado em um range bem definido, oscilando entre US$ 90k e US$ 93k. O suporte mais imediato aparece na região dos US$ 89k, enquanto a resistência permanece nos US$ 93k. Essas faixas não são aleatórias: elas conversam diretamente com a atual estrutura do mercado de opções, que continua impondo limites técnicos ao movimento do preço.
Para entender o que realmente está acontecendo por baixo da superfície, vale acompanhar de perto o comportamento dos investidores de curto prazo STH e dos detentores de longo prazo LTH.

No caso dos STHs, vimos inicialmente um retorno à acumulação, com novas entradas nessa coorte. No entanto, parte desses investidores voltou a enfraquecer, realizando vendas no prejuízo. Esse padrão é típico de fases de transição: investidores mais sensíveis ao preço cedem posição, enquanto o mercado vai, pouco a pouco, construindo uma base mais sólida.

Quando olhamos para os LTHs, o sinal é ainda mais construtivo. A pressão vendedora desse grupo vem claramente arrefecendo, o que historicamente costuma anteceder fases de consolidação mais maduras ou movimentos de retomada. Ainda não é um processo explosivo de acumulação, mas o simples fato de as vendas estarem diminuindo já altera o equilíbrio de oferta no mercado.
Nesse contexto, o cenário para hoje aponta para um Bitcoin defendendo a região dos US$ 90k como suporte, enquanto testa, novamente, a resistência em US$ 93k, especialmente se os dados de inflação ajudarem a aliviar o sentimento de risco.

Um ponto adicional que reforça a leitura de compressão é a volatilidade realizada, que caiu para cerca de 23%. Estatisticamente, esse tipo de regime costuma ser temporário. Períodos prolongados de baixa volatilidade raramente se sustentam e, historicamente, tendem a ser seguidos por expansões mais fortes de amplitude de preço. Em outras palavras, o mercado está mais silencioso agora, mas isso geralmente não dura muito.
Seguimos atentos à reação do preço após os dados de hoje, pois eles podem servir como o gatilho que falta para tirar o Bitcoin desse estado de compressão e definir o próximo movimento mais direcional.
8h00
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 13/01/2026, está cotado em R$ 495.440,09. O preço do BTC voltou a subir, registrando uma alta de quase 2%, retornando para US$ 92 mil.

Por que o Bitcoin subiu hoje?
De acordo com o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, na prática, três forças atuaram simultaneamente e ajudaram a explicar por que o BTC voltou a subir: tensão geopolítica, validação institucional e sinais técnicos mais construtivos.
A principal força de alta veio de fora dos mercados tradicionais. Na última semana, o rial iraniano entrou em colapso, perdendo cerca de 95% do seu valor em um curto espaço de tempo.
O choque cambial gerou protestos, instabilidade social e apagões de internet, segundo relatos locais. Diante desse cenário, muitos cidadãos buscaram alternativas para preservar valor e acessar informações.
Nesse contexto, o Bitcoin voltou a cumprir seu papel de ativo de proteção. Usuários recorreram ao BTC como forma de escapar da desvalorização abrupta da moeda local.
Além disso, relatos apontam o uso combinado de Bitcoin e serviços de internet via satélite para contornar restrições estatais. Essa dinâmica reforçou a narrativa de resistência à censura.
Sempre que crises monetárias desse tipo surgem, cresce a conversão de moedas frágeis em ativos escassos. Isso cria pressão compradora orgânica, especialmente em mercados emergentes. Assim, o episódio no Irã reacendeu o discurso do Bitcoin como “ouro digital”, o que ajudou a sustentar a alta do preço hoje.Outro fator relevante veio do campo institucional. Nos últimos dias, o debate sobre a volatilidade do Bitcoin voltou ao centro das discussões financeiras nos Estados Unidos.Críticos seguem apontando oscilações como obstáculo para adoção em planos de aposentadoria. No entanto, essa narrativa sofreu um contraponto importante.
O diretor de investimentos da gestora Bitwise, Matt Hougan, defendeu publicamente que o risco do Bitcoin é frequentemente exagerado. Ele destacou comparações diretas com ações tradicionais.
Segundo Hougan, o Bitcoin apresentou uma oscilação anual próxima de 65%, enquanto ações como a Nvidia chegaram a variar mais de 120% no mesmo período.
Essa comparação ganhou peso no debate sobre a inclusão do BTC em planos 401(k), comuns nos Estados Unidos. A fala ajudou a reduzir temores regulatórios.
Ao enfraquecer o argumento de risco excessivo, o mercado passou a enxergar maior legitimidade institucional. Isso tende a destravar alocações mais amplas. Mesmo sem entradas imediatas, a simples melhora na percepção já impacta expectativas. Investidores antecipam movimentos futuros e ajustam posições.
Esse ambiente contribuiu para o avanço do Bitcoin hoje, ao diminuir a pressão vendedora ligada a incertezas regulatórias.
Ermolaev aponta que o terceiro pilar da alta veio dos gráficos. Após dias de correção, o Bitcoin conseguiu recuperar médias móveis importantes, sinalizando força compradora renovada. O preço voltou a operar acima da média móvel exponencial de 7 dias, localizada em torno de US$ 90.976. Esse nível funciona como referência de curto prazo.
Além disso, o RSI de 21 dias superou a região neutra, afastando o ativo de condições de sobrevenda. Isso sugere exaustão dos vendedores. Outro indicador relevante, o MACD, passou a mostrar divergência positiva, com o histograma em território favorável. Esse sinal costuma atrair traders técnicos. Manter o preço acima da região de US$ 89.500, vista como suporte-chave, também reduziu o risco de liquidações em cascata.
Com menor pressão forçada, algoritmos e traders sistemáticos voltaram a operar comprados. Esse efeito costuma amplificar movimentos iniciais.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais avançaram nesta terça-feira, com destaque para o índice Nikkei, que atingiu máximas históricas e liderou uma forte alta nas bolsas asiáticas, impulsionado pela fraqueza do iene e pelas expectativas de estímulo fiscal.
O otimismo em torno dos ganhos corporativos e das perspectivas de uma soft landing da economia global sustentou o apetite por risco, apesar das incertezas políticas relacionadas à independência do Federal Reserve e das tensões geopolíticas, que levaram o ouro a novos recordes e mantiveram o petróleo volátil.
Já o Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 91.300, apresenta uma expectativa de curto prazo moderadamente positiva, com um viés técnico de alta contido. A forte performance dos mercados acionários, especialmente nos setores de tecnologia e ligados à recuperação cíclica, indica que o apetite por risco permanece ativo, o que tende a favorecer ativos mais voláteis, como o BTC.
Além disso, um dólar mais fraco e fluxos direcionados a mercados emergentes ajudam a sustentar o mercado de criptoativos. No entanto, a pressão geopolítica global, que também impulsionou ativos de proteção, como o ouro, e as incertezas em torno da trajetória futura da política monetária, incluindo dúvidas sobre cortes de juros pelo Fed neste ciclo, podem limitar movimentos de alta mais abruptos. Nesse contexto, o Bitcoin tende a consolidar ou testar resistências próximas antes de buscar novos impulsos de valorização.
Além disso, os produtos de investimento em ativos digitais registraram US$ 45,4 milhões em saídas na última semana. Uma sequência de quatro dias de saídas, totalizando US$ 1,3 bilhão, praticamente reverteu os US$ 1,5 bilhão em entradas observados nos dois primeiros dias do ano. Essa virada no sentimento parece decorrer, principalmente, das preocupações dos investidores com a redução das chances de um corte de juros pelo Federal Reserve em março, após divulgações recentes de dados macroeconômicos.
Regionalmente, os Estados Unidos foram o único mercado com sentimento negativo, registrando US$ 569 milhões em saídas. Em contraste, outros países apresentaram entradas, lideradas pela Alemanha (US$ 58,9 milhões), seguida por Canadá (US$ 24,5 milhões) e Suíça (US$ 21 milhões).
O Bitcoin concentrou a maior parte do sentimento negativo, com US$ 405 milhões em saídas na última semana. Ainda assim, houve US$ 9,2 milhões em saídas de produtos short de Bitcoin, o que envia sinais mistos sobre o sentimento geral do mercado em relação ao ativo.
O Ethereum registrou US$ 116 milhões em saídas, além de US$ 21 milhões em saídas de produtos multiativos. Produtos ligados a Binance e Aave também apresentaram saídas menores, de US$ 3,7 milhões e US$ 1,7 milhão, respectivamente.
Por outro lado, o sentimento positivo persistiu para XRP, Solana e Sui, que atraíram US$ 45,8 milhões, US$ 32,8 milhões e US$ 7,6 milhões em entradas, respectivamente.
Fim do ciclo de 4 anos?
Luke Nolan, Pesquisador Sênior da CoinShares, destaca que a ideia de um ciclo cripto de quatro anos é mais frequentemente associada ao halving do Bitcoin, um evento no nível do protocolo que reduz a nova oferta em intervalos regulares.
Embora esse mecanismo ainda seja relevante, seu impacto direto diminuiu ao longo do tempo, à medida que a liquidez do mercado aumentou e o Bitcoin passou a se integrar cada vez mais aos mercados globais de capitais. O halving hoje atua menos como um choque mecânico e mais como um ponto de referência estrutural para o comportamento dos investidores.
O posicionamento e a psicologia têm um papel importante, acredita o analista. Nos últimos meses, vendas intensas por parte de grandes detentores pressionaram a ação do preço, contribuindo para uma sensação de cansaço de fim de ciclo. Esse padrão já apareceu antes, com a fase de distribuição normalmente dando lugar a condições de oferta mais restritas assim que a pressão vendedora diminui. Nesse sentido, o halving ainda pode ajudar a coordenar expectativas, em vez de ditar resultados.
O ciclo atual também reflete mudanças relevantes. Os ETFs spot de Bitcoin introduziram um novo canal de demanda, com os preços atingindo máximas históricas em 2024 antes do halving pela primeira vez. Essa mudança, por si só, já sugere que o ciclo está evoluindo, e não desaparecendo.Em última análise, o ciclo de quatro anos continua sendo uma estrutura útil, mas não uma regra. Liquidez, posicionamento e condições macroeconômicas são cada vez mais decisivos e devem ser avaliados em conjunto com o halving, e não subordinados a ele.
Portanto, o preço do Bitcoin em 13 de janeiro de 2026 é de R$ 495.440,09. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 13 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), MYX Finance (MYX) e Story (IP), com altas de 54%, 20% e 18%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 13 de janeiro de 2026, são: Lighter (LIT), Midnight (NIGHT) e Render (RENDER), com quedas de -8%, -4% e -3% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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