O Bitcoin (BTC) quebrou seu recorde histórico de preço de US$ 73.750 em vigor desde março na última quarta-feira, 6 de novembro, acumulando ganhos de aproximadamente 20% nos últimos sete dias.
O rompimento foi impulsionado pela confirmação da vitória do presidente pró-cripto Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA, encerrando um período de lateralização no mercado de criptomoedas que se estendeu por um período de mais de sete meses.
Embora alguns analistas tenham alertado para possíveis quedas iminentes, motivadas pelo superaquecimento do mercado ou pela exaustão do rali atual no curto prazo, o Bitcoin segue em modo de descoberta de preço.
Na madrugada desta terça-feira, 12 de novembro, o preço do Bitcoin atingiu novas máximas históricas de US$ 89.940, de acordo com dados da TradingView.
Gráfico de 1 hora BTC/USD com variação da cotação nas últimas 24 horas
Exceto pelo sábado, 9 de novembro, a maior criptomoeda do mercado renovou diariamente suas máximas históricas desde a confirmação do rompimento do antigo recorde de preço.
Historicamente, esse não é um padrão incomum. Um boletim publicado recentemente pela ferramenta de monitoramento do mercado Ecoinometrics revela que, em média, o Bitcoin registra valorizações mais expressivas nos três meses seguintes à renovação de suas máximas históricas do que em quaisquer outros períodos de negociação.
“Os retornos do Bitcoin em um período de 3 meses após um novo recorde histórico são de 46% em média, com uma mediana de 39%", afirma a Ecoinometrics.
Comparação do desempenho do Bitcoin nos 3 meses subsequentes à renovação de máximas históricas e outros períodos de negociação. Fonte: Ecoinometrics
Em qualquer outro período de três meses, o retorno médio costuma ficar em torno de 23%, segundo a Ecoinometrics:
“Tome os retornos de três meses após o Bitcoin atingir novas máximas históricas e compare-os com os retornos de três meses após qualquer outro dia. Em média, os retornos são duas vezes maiores e o retorno mediano é quatro vezes maior. Essa é uma diferença significativa.”
O retorno médio é calculado somando-se todos os retornos e dividindo-os pelo número total de ocorrências. O retorno mediano, por sua vez, é determinado ao ordenar os retornos em ordem crescente e identificar o valor central.
No caso do Bitcoin, embora o retorno médio sugira uma valorização substancial, o retorno mediano, por ser mais representativo dos resultados mais comuns, implica uma diferença ainda mais dramática na ação de preço da criptomoeda após o registro de novas máximas históricas.
Ao analisar os dados do Bitcoin após a renovação de máximas históricas, a Ecoinometrics sugere que a criptomoeda pode alcançar valores de seis dígitos em breve:
“Se obtivermos um aumento médio similar aos retornos registrados após novas máximas históricas, o Bitcoin poderá chegar a US$ 100.000 no primeiro trimestre de 2025.”
Em uma postagem subsequente no X, a Ecoinometrics destacou que a valorização do Bitcoin após o halving em abril ainda está abaixo da média registrada em ciclos anteriores, apesar das novas máximas históricas recentes.
Bitcoin hits a new all-time high, but remains below its historical post-halving growth trajectory.
— ecoinometrics (@ecoinometrics) November 11, 2024
Getting closer though. pic.twitter.com/XqTMJ5ezVg
Além do resultado favorável à indústria nas eleições nos EUA, em que o Partido Republicano do presidente Trump conquistou maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado, a Ecoinometrics atribui o rali dos últimos dias aos influxos positivos nos ETFs de Bitcoin à vista.
Conforme noticiado pelo Cointelegraph recentemente, apenas o ETF de Bitcoin da BlackRock movimentou US$ 4,5 bilhões na segunda-feira, 11 de novembro, à medida que o Bitcoin rompeu os US$ 88.000.