O Bitcoin (BTC) orbitava US$ 60,6 mil (-2,7%) no início da tarde desta quinta-feira (10) em meio ao sentimento de mercado de baixa que pode levar o benchmark ao suporte de US$ 50 mil (-27%), mas o aumento de carteiras ativas pode impulsionar o BTC até US$ 184,5 mil (+200%) no próximo ciclo de alta. Essas são as respectivas avaliações de Michaël van de Poppe e Jamie Coutts, que também estão de olho no SUI.
“O primeiro estágio do bull [alta] é reconhecido por duas coisas diferentes: - As pessoas estão presas na mentalidade do bear market [mercado de baixa]. - A ação do preço é fraca e lenta. Esse é o estágio atual. Os preços estão subindo, mas não tanto. O que isso significa? Compre na queda e segure”, disse Michaël van de Poppe no X.
Em relação ao BTC, ele considerou que a eventual perda do suporte de US$ 60 mil pode levar a criptomoeda a uma correção mais abrupta, em direção a US$ 50mil.
“O Bitcoin continua caindo, o que significa que provavelmente teremos testes mais baixos. Eu esperava que ele se mantivesse aqui, mas conforme o FUD (medo, incerteza, dúvida) negativo entra em ação nas correções, provavelmente veremos abaixo de US$ 59.500 e reverteremos a partir daí. Ainda águas lentas”, avaliou o especialista.
#Bitcoin continuing downwards fall, which means that we're likely having lower tests.
— Michaël van de Poppe (@CryptoMichNL) October 9, 2024
I expected it to hold here, but as negative FUD kicks in on corrections, likely we'll see sub $59.5K and reverse from there.
Still slow waters. pic.twitter.com/wiYYHJFCvb
Sobre o Bitcoin, o analista-chefe de criptomoedas da empresa de análise de mercado Real Vision, Jamie Coutts, apontou o aumento do número de carteiras ativas de BTC após uma tendência de queda de onze meses como um catalisador para o benchmark no próximo ciclo de alta, em novas máximas históricas entre US$ 147,6 mil e US$ 184,5 mil.
“Embora eu preveja que o Bitcoin atingirá de 2x a 2,5x sua máxima histórica neste ciclo, um rompimento correspondente nos endereços ativos da rede, sem dúvida, validaria a avaliação da rede. Afinal, o Bitcoin é uma rede monetária global; demonstrar crescimento orgânico da rede e adoção em todas as métricas ajuda a garantir seu futuro”, declarou o especialista no X.
#Bitcoin active address count awakens after an 11-month downtrend.
— Jamie Coutts CMT (@Jamie1Coutts) October 8, 2024
While this metric's predictive power has diminished over the past 4 years, it remains one of the most significant base-level on-chain metrics.
The reduced correlation is likely due to:
1. ETF flows becoming a… pic.twitter.com/AKlwYH6lmc
No caso do SUI, que era negociado por US$ 1,79 (-8,1%), o recuo do token nativo da blockchain de camada 1 (L1) Sui superava o alvo de US$ 1,85 apontado por Van de Poppe em outra publicação no X. Por outro lado, o especialista apontou a queda como uma “zona de entrada” antes de um possível rali no curto prazo, em direção a US$ 2,20 (+23%). Análise semelhante à de Coutts:
“Embora o Sui possa muito bem corrigir a partir daqui, o fato de estar a uma distância impressionante de sua alta histórica o coloca perto do topo dos L1s classificados nesta medida”, disse.
O SUI está entre as três altcoins no radar dos especialistas com sinal de alta de até 40% para ficar de olho enquanto o Bitcoin reage em Uptober, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.