O Bitcoin (BTC) fechou o domingo em modo de descoberta de preço, com uma vela verde de 17% no gráfico semanal – a segunda melhor semana de 2024 para a maior criptomoeda do mercado.

A primeira semana cheia de novembro, historicamente o mês de melhor desempenho do Bitcoin, só perdeu em valorização para os 22% registrados na virada de fevereiro para março no começo deste ano, de acordo com dados da CoinGecko.

Gráfico semanal BTC/USD (Kraken). Fonte: Trading View

O rali até certo ponto inesperado foi motivado pela vitória contundente de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA. Desde 6 de novembro, quando o triunfo do candidato republicano pró-cripto foi confirmado, o Bitcoin vem renovando suas máximas históricas diariamente.

Análise de preço do Bitcoin

Nesta segunda-feira, 11 de novembro, o preço do Bitcoin se aproximou de US$ 85.000, acumulando uma alta de 25% nos últimos sete dias. No entanto, ao menos no curto prazo, o rali pós-eleitoral, também conhecido como “Trump Pump", pode estar se aproximando de um ponto de exaustão, segundo Arthur Driessen, analista da Crypto Investidor.

“Temos como próximos alvos de curto prazo as regiões de US$ 83.000 a US$ 86.000, que correspondem às zonas de 1.618 da extensão de Fibonacci de seus dois principais pivôs de alta", afirmou o analista.

Driessen havia previsto que o Bitcoin bateria seu recorde histórico de preço, superando os US$ 80.000, uma vez que a resistência na faixa dos US$ 69.500 fosse definitivamente vencida – algo que de fato ocorreu em 6 de novembro, após um falso rompimento em 29 de outubro.

Passada a euforia inicial da vitória de Trump, uma correção temporária deve ser encarada como algo natural em um mercado superaquecido.

Ainda assim, uma eventual queda não invalidaria as projeções de que o Bitcoin deve superar os US$ 100.000 no topo do atual mercado de alta das criptomoedas, segundo o analista. 

“Os alvos de preço de longo prazo permanecem entre US$ 150.000 a US$ 160.000”, afirmou Driessen, conforme delineado no gráfico abaixo.

Gráfico diário anotado BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor

Apesar de alguns analistas projetarem possíveis quedas abaixo dos US$ 50.000, Driessen sugere que a “antiga região de resistência dos US$ 72.000 até US$ 74.000 passa a ser o novo suporte do Bitcoin (demarcada no retângulo verde), segurando o preço em caso de correções mais fortes.”

Após as recorrentes renovações da máxima histórica do Bitcoin nos últimos dias, o Índice de Medo e Ganância das Criptomoedas entrou em zona de “ganância extrema", em mais um sinal de exaustão momentânea.

A pontuação de 78/100 testemunhada em 10 de novembro, depois que o preço do Bitcoin ultrapassou US$ 81.000, é a mais alta registrada pelo índice que mede o sentimento do mercado de criptomoedas desde 12 de abril, conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.