Resumo da notícia:
PF deflagra Operação Decrypted II contra grupo brasileiro suspeito de furtar R$ 13,5 milhões de exchange de criptomoedas dos EUA.
Operação cumpria um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão.
Investigação é fruto de uma cooperação entre a PF e o HSI.
A Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (3) uma operação contra um grupo brasileiro suspeito de desviar US$ 2,6 milhões (R$ 13,5 milhões) em criptomoedas de uma exchange dos Estados Unidos.
Segundo a PF, a Operação Decrypted II, com o objetivo de avançar a desestruturação de uma associação criminosa responsável por fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e por lavagem de dinheiro transnacional, cumpria um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, além de medida de sequestro de bens de investigados, na cidade de Imperatriz/MA.
A investigação é fruto de uma cooperação entre a Polícia Federal e o escritório da El Dorado Task Force da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York, que é uma agência ligada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. O escritório é representado pelo Oficialato de Ligação da PF naquela unidade.
A partir das informações repassadas pela agência estadunidense em 2024, a PF informou que conseguiu identificar pessoas vinculadas ao furto das criptomoedas e acrescentou que:
Tais medidas ostensivas são decorrentes da prática de transferências dissimuladas de altos valores em criptoativos, mesmo após o cumprimento de mandados de busca na primeira fase das investigações, restando evidenciada a continuidade delitiva por parte de um dos investigados.
Em agosto do ano passado, a PF promoveu a primeira ação contra o grupo através da Operação Decrypted. Na ocasião, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens dos investigados, nas cidades de Imperatriz/MA, João Lisboa/MA, Palmas/TO e Goiânia/GO, autorizados pela Justiça Federal.
Segundo a PF, foi constatada movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica dos principais investigados, que recebiam elevados valores de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), sem justificativa comercial ou negocial.
No final de 2025, a PF também deflagrou uma operação contra "discípulos do Faraó dos Bitcoins”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

