Resumo da notícia:
Brasil aporta R$ 16,5 milhões em fundos de criptomoedas.
Otimismo global supera US$ 1 bilhão em entradas líquidas, sem catalisador definido.
Bitcoin e Ethereum mantêm liderança, capitaneada por fundos da BlackRock e da Grayscale.
Os fundos de criptomoedas captaram líquidos US$ 3,2 milhões, R$ 16,5 milhões, de investidores do Brasil no acumulado semanal de sexta-feira (27), segundo a CoinShares.

A pressão compradora de produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) antecedeu a queda recente do Bitcoin (BTC), que chegou a US$ 63 mil no fim de semana durante o bombardeio dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Antes do mais recente capítulo da instabilidade geopolítica global, o rei das criptomoedas dava sinais de reação, chegando a formar cluster de liquidez em US$ 79 mil após a disseminação da suposta manipulação de mercado pela Jane Street. De acordo com alegações feitas nas redes sociais por Bitcoiners investigadores, a gigante estadunidense de trading de grandes volumes em alta frequência teria promovido despejos massivos de Bitcoin através de vendas algorítmicas coordenadas de Bitcoin todos os dias às 10 horas (horário do leste dos EUA), coincidindo com a abertura das bolsas nos Estados Unidos.
Pela perspectiva macroeconômica, a CoinShares avaliou que a mudança de sentimento dos investidores de fundos de criptomoedas não se devia a um único catalisador e sim à fraqueza anterior dos preços do Bitcoin e das altcoins nas últimas semanas, “abaixo de níveis técnicos importantes e a renovada acumulação por grandes detentores de Bitcoin parecem ter contribuído para a reversão”.
Em um nível mais anedótico, as discussões recentes com clientes têm se concentrado quase que exclusivamente na identificação de pontos de entrada, em vez de na redução da exposição à classe de ativos, acrescentou a gestora de criptomoedas.
Regionalmente, o mapeamento da CoinShares mostrou que os investidores brasileiros estão otimistas ao comprarem a queda de preços, já que os respectivos aportes líquidos mensais e anuais fecharam em US$ 44,2 milhões e US$ 46 milhões.
Globalmente, o movimento dos fundos cripto da semana anterior reverteu o pessimismo das cinco semanas anteriores, já que as entradas líquidas superaram US$ 1,06 bilhão no período. Com exceção de Suécia, França e Itália, que registraram respectivas retiradas líquidas de US$ 3,3 milhões, US$ 1,2 milhão e US$ 100 mil, o otimismo foi capitaneado por Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Suíça e Hong Kong. Nesse caso, as respectivas entradas líquidas semanais foram de US$ 957,2 milhões, US$ 34,1 milhões, US$ 31,7 milhões, US$ 28,4 milhões e US$ 6,8 milhões, entre outras pressões compradoras de outros países, incluindo o Brasil.
Em relação ao total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), o Brasil avançou a US$ 1,1 bilhão e se manteve o país na sexta colocação global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 105,71 bilhões, US$ 5,62 bilhões, US$ 4,92 bilhões, US$ 4,46 bilhões, US$ 2,08 bilhões, US$ 885 milhões, US$ 602 milhões, US$ 438 milhões, US$ 119 milhões, US$ 102 milhões e US$ 79 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 127,6 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de entradas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin, Ethereum (ETH), Solana (SOL), Short Bitcoin, Chainlink (LINK) e XRP, respectivamente em US$ 881,5 milhões, US$ 116,9 milhões, US$ 53,8 milhões, US$ 3,7 milhões, US$ 3,4 milhões e US$ 1,9 milhão, enquanto outros ETPs cripto totalizaram líquidos US$ 5,4 milhões. Pelo contrário, fundos de multicriptoativos totalizaram US$ 6 milhões em saídas líquidas semanais.
Por fundos cripto, os principais volumes de investimentos líquidos semanais foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Grayscale, Bitwise, Fidelity, ARK 21Shares, CoinShares, 21Shares e ProFunds, respectivamente de US$ 490 milhões, US$ 207 milhões, US$ 99 milhões, US$ 95 milhões, US$ 27 milhões, US$ 16 milhões, US$ 12 milhões e US$ 4 milhões. No período, outros fundos totalizaram US$ 111 milhões em entradas líquidas.
Na semana anterior, investidores nacionais ignoraram o marasmo do Bitcoin e aportaram R$ 15,5 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

