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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 02/03/2026: apesar de movimento lateral, BTC mostra força e mantém US$ 66 mil com guerra no Irã

Indicadores mostram maior atuação de grandes investidores, liquidez defensiva e fragilidade na demanda spot por Bitcoin.

Preço do Bitcoin hoje, 02/03/2026: apesar de movimento lateral, BTC mostra força e mantém US$ 66 mil com guerra no Irã
Análise

Resumo da notícia

  • Bitcoin segue estável em US$ 66 mil mesmo com tensão geopolítica global.

  • Atividade de baleias aumenta, enquanto demanda spot dos EUA permanece fraca.

  • Liquidez defensiva domina, indicando altas frágeis e dependentes de fluxo.

9h

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

Entramos em uma semana decisiva para o mercado cripto, combinando eventos macro relevantes com risco geopolítico crescente.

Agenda da Semana

  1. de março: reabertura dos mercados americanos após os desdobramentos da tensão EUA x Irã + ISM Manufacturing PMI

  2. de março: ADP Non-Farm

  1. de março: Initial Jobless Claims

  2. de março: Non-Farm Payroll + taxa de desemprego

É uma semana carregada. Dados de emprego e atividade econômica tendem a definir o humor do mercado em relação a juros.

Uma das maiores refinarias do mundo, Ras Tanura, da Saudi Aramco, foi fechada após um suposto ataque de drone iraniano. A Saudi Aramco está entre os 10 maiores ativos globais, com valor de mercado próximo de US$ 1,68 trilhão.

Quando infraestruturas desse porte entram na rota de conflito, o impacto deixa de ser regional. O petróleo sobe, o Brent encarece e isso se traduz rapidamente em:

Gasolina mais cara

Pressão inflacionária

Adiamento de cortes de juros

Aumento do custo de capital

Segundo estudos do próprio Fed, cada aumento de US$ 10 no petróleo adiciona cerca de 0,2% à inflação.

Ou seja, uma escalada mais intensa teria implicações diretas na economia americana.

Vale destacar: uma guerra aberta e prolongada foge do padrão histórico de atuação do Trump, que tradicionalmente utiliza pressão econômica e movimentos estratégicos, mas evita conflitos prolongados que afetem diretamente a estabilidade doméstica.

A alta do petróleo não favorece cortes de juros.Sem cortes, a liquidez global demora mais a expandir. Sem liquidez, ativos de risco sofrem no curto prazo.

O Bitcoin, neste momento  ainda responde ao macro como ativo sensível à liquidez.

Por outro lado, estruturalmente, há sinais interessantes:

O número de endereços com mais de 100 BTC atingiu novo all time high

Baleias seguem acumulando

Concentração aumenta enquanto o varejo permanece cauteloso

Níveis da Semana

Suportes

US$ 60 mil — put wall + max gamma

US$ 62 mil — suporte em formação e zona recente de defesa

Resistências

US$ 68 mil a US$ 70 mil — faixa crítica de reconstrução

Call wall em US$ 75 mil — principal barreira superior no momento A perda dos 62k abre espaço para teste direto do 60k.

A recuperação consistente acima de 68k–70k começa a reconstruir estrutura e devolve força ao movimento.

O cenário atual é uma combinação de ruído geopolítico com macro sensível.

Petróleo alto pressiona inflação, inflação pressiona juros, juros pressionam risco.

Mas enquanto o curto prazo reage ao noticiário, o médio prazo começa a mostrar comportamento clássico de acumulação estrutural.

A semana será definida por dados.

7h50

Paulo Aragão (Economista e Host do Podcast Giro Bitcoin)

O Bitcoin está negociando na região dos US$ 66 mil, enquanto o mercado global vive um momento de forte incerteza por conta das tensões no Oriente Médio. Ouro e petróleo sobem, mostrando busca por proteção, e os futuros do S&P 500 começam a dar sinais de possível fraqueza.

No mercado de derivativos, há uma leve predominância de posições vendidas entre traders alavancados depois da volatilidade do fim de semana. Isso é interessante porque, se o BTC não romper para baixo rapidamente, pode surgir uma pressão compradora forçando liquidações de shorts.

O primeiro nível relevante está em US$ 64 mil, onde há liquidações importantes. Estamos falando de algo em torno de 3% abaixo do preço atual. Já do lado superior, os grandes blocos estão perto dos US$ 93 mil, mas isso exigiria um movimento muito mais amplo, cerca de 40% de alta.

Sendo bem direto: enquanto o conflito entre Irã e EUA continuar escalando, é difícil imaginar o Bitcoin ganhando força estrutural. O macro ainda pesa.

Tecnicamente, o cenário segue frágil. O MACD mensal ainda não virou, o BTC contra o ouro continua mostrando perda relativa, e há formações que permitem mais uma perna de baixa caso suportes cedam.

Se perder força aqui, vejo espaço para um movimento em direção à faixa entre US$ 58 mil e US$ 53.500.

A chave continua sendo o macro. Uma sinalização de trégua muda completamente o jogo. Sem isso, o mercado tende a continuar defensivo.

6h10

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 02/03/2026, está cotado em R$ 342.308,01. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24h permanecendo em US$ 66 mil e mostrando certa estabilidade mesmo com o conflito entre EUA, Irã e Israel ficando cada vez mais tenso.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados globais sofreram forte impacto por conta da escalada do conflito entre os EUA, Israel e o Irã, levando a um sell-off em ações asiáticas e europeias enquanto investidores buscaram portos-seguros como ouro e o dólar americano.

O índice MSCI Asia-Pacific caiu cerca de 1,2%, com o Nikkei recuando 1,4%, enquanto os preços do petróleo dispararam em mais de 4%, refletindo preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de energia devido à instabilidade na região do Estreito de Ormuz.

O dólar ganhou força e moedas consideradas de risco enfraqueceram, sinalizando um ambiente de cautela macro global diante do conflito em andamento. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$66.200, tem uma expectativa de curto prazo negativa.

A intensificação das tensões geopolíticas e a forte alta do petróleo tendem a elevar a aversão ao risco global, reduzindo fluxos para ativos voláteis como o BTC no curtíssimo prazo. Movimentos como a busca por ouro e o fortalecimento do dólar, que tradicionalmente compete com classes de risco denominadas em dólar, podem exercer pressão baixista sobre o Bitcoin, favorecendo consolidação lateral ou quedas técnicas antes de qualquer retorno de apetite por risco.

Bitcoin análise técnica

A métrica Exchange Whale Ratio (SMA de 30 dias) está subindo novamente, um padrão que já apareceu durante a última grande queda.

No início do ciclo anterior, o indicador começou a subir enquanto o BTC recuava cerca de 40%. Esse movimento refletiu um aumento na participação de grandes transações nas exchanges, sinalizando maior atuação das baleias durante a baixa.

“A estrutura atual é muito semelhante. À medida que o BTC continua negociado sob pressão, a Whale Ratio-SMA(30) volta a subir, mostrando que grandes detentores estão ampliando sua participação nas atividades das exchanges. Isso não significa automaticamente venda agressiva. No entanto, o aumento da atividade de baleias durante uma tendência de preço enfraquecida geralmente indica que grandes players estão se posicionando ativamente em torno do movimento”, destaca o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev.

De acordo com ele, além da SMA, o Coinbase Premium Index permanece negativo por períodos prolongados, indicando demanda fraca no mercado spot dos EUA. Em outras palavras, grandes participantes estão mais ativos nas exchanges enquanto compradores spot americanos seguem, em grande parte, ausentes.

Os fluxos líquidos de USDC (ERC-20) voltaram ao positivo, sugerindo que capital está retornando às exchanges. Contudo, essas entradas ainda não se converteram em compras sustentadas de BTC no mercado spot. A liquidez parece posicionada nas plataformas de negociação, mas permanece amplamente inativa.

Enquanto isso, os fluxos líquidos de USDT (ERC-20) continuam em tendência negativa, indicando saída de liquidez das redes baseadas em Ethereum, em linha com a migração para redes alternativas de liquidação, como a Tron. Em conjunto, esse cenário aponta para uma estrutura de liquidez defensiva.

O analista destaca que, nesse ambiente, os movimentos de preço tendem a ser mais influenciados por posicionamento e fluxos de liquidez do que por demanda orgânica no mercado spot.

Se essa tendência continuar, isso sugere que as baleias não estão se afastando do mercado, elas permanecem ativamente envolvidas, enquanto a demanda spot mais ampla segue frágil. Até que a demanda spot retorne, movimentos de alta provavelmente continuarão frágeis e dependentes de fluxo.

Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de março de 2026 é de R$ 349.297,87. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de março de 2026, são: Morpho (MORPHO), Memecore (M) e XDC Network (XDC) com altas de 4%, 3% e 2% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02 de março de 2026, são: Decred (DCR), Pipin (PiPIN) e Kite (KITE), com quedas de -9%, -7% e -6% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.