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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil ignora marasmo do Bitcoin e aporta R$ 15,5 milhões em fundos de criptomoedas

Quinta semana consecutiva de saídas líquidas globais em ETPs cripto não assusta investidores brasileiros, que acumulam R$ 193,2 milhões investidos em 30 dias.

Brasil ignora marasmo do Bitcoin e aporta R$ 15,5 milhões em fundos de criptomoedas
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Resumo da notícia:

  • Brasil investe R$ 15,5 milhões e segue em direção contrária ao pessimismo global em fundos de criptomoedas.

  • País mantém otimismo nos acumulados mensal e anual, mas AuM recua pela queda de preços.

  • Bitcoin e Ethereum puxam a baixa, capitaneada pela BlackRock.

Investidores do Brasil aportaram US$ 3 milhões, R$ 15,5 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (20), segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares.

De acordo com a gestora de criptomoedas, os investidores nacionais se mantiveram na contramão do pessimismo global durante a quinta semana consecutiva de saídas líquidas de produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas. Nos acumulados mensal e anual, as entradas líquidas brasileiras chegaram a US$ 37,3 milhões (R$ 193,2 milhões) e US$ 39 milhões (R$ 202 milhões), respectivamente.

Regionalmente, Estados Unidos e Hong Kong puxaram os maiores volumes dos US$ 288 milhões em saídas líquidas semanais, respectivamente em US$ 346,7 milhões e US$ 1,9 milhão. Em direção oposta, além do Brasil, Suíça, Canadá, Alemanha e Austrália amortizaram os saques dos EUA e de Hong Kong ao registrarem os maiores volumes de entradas líquidas, respectivamente em US$ 19,5 milhões, US$ 16,8 milhões, US$ 16,2 milhões e US$ 2,7 milhões.

Após várias semanas de volumes recordes de negociação de ETPs, a atividade caiu drasticamente para US$ 17 bilhões, o nível mais baixo desde julho de 2025, evidenciando a crescente apatia dos investidores, avaliou a CoinShares.

A gestora de criptomoedas observou ainda que a queda de preços impactou o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), que, no caso do Brasil, recuou a US$ 1,09 bilhão e manteve o país na sexta colocação global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda, Luxemburgo e França registraram respectivos AuM de US$ 108,29 bilhões, US$ 5,68 bilhões, US$ 5,03 bilhões, US$ 4,52 bilhões, US$ 2,13 bilhões, US$ 885 milhões, US$ 594 milhões, US$ 441 milhões, US$ 120 milhões, US$ 102 milhões e US$ 82 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 130,44 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.

A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e de cestas multiativos, respectivamente em US$ 215,3 milhões, US$ 36,5 milhões e US$ 32,5 milhões, enquanto ETPs de outros fundos totalizaram US$ 17,2 milhões em saques líquidos no período. O que não incluiu fundos de short Bitcoin, XRP e Chainlink (LINK), que registraram respectivas entradas líquidas de US$ 5,5 milhões, US$ 3,5 milhões, US$ 3,3 milhões e US$ 1,2 milhão.

Por fundos cripto, os principais volumes de retiradas líquidas foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Bitwise, Fidelity e ARK 21Shares, respectivamente de US$ 387 milhões, US$ 40 milhões, US$ 15 milhões e US$ 8 milhões. Pelo contrário, ProFunds, Grayscale, CoinShares e 21Shares registraram respectivas entradas líquidas de US$ 57 milhões, US$ 19 milhões, US$ 10 milhões e US$ 6 milhões em entradas líquidas semanais. No mesmo período, outros fundos totalizaram US$ 71 milhões em depósitos líquidos.

Enquanto investem em ETPs de criptomoedas, investidores nacionais também movimentam R$ 11,6 trilhões em transações P2P com Pix, USDT e Binance em posição privilegiada, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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