Resumo da notícia:
Brasil chega a R$ 1,65 bilhão e assume liderança em recebimento de criptomoedas na América Latina.
Pix vira “queridinho dos hermanos” e impulsiona stablecoins na Argentina através de Apps.
América Latina apresenta crescimento três vezes mais rápido e maior em relação aos EUA, em meio à liderança regional da Binance.
A exchange de criptomoedas argentina Lemon divulgou esta semana o relatório ‘Estado da Indústria Cripto na América Latina em 2025, apontando que o Brasil ultrapassou a Argentina em recebimentos de criptomoedas. Outro destaque foi o crescimento argentino de download de App cripto com rampa de acesso ao Pix.
Segundo a Lemon, o Brasil registrou um crescimento anual de 250% que triplicou o volume de entradas em criptomoedas no país, o que representou um volume de US$ 318,8 milhões, R$ 1,65 bilhão. No mesmo período, as entradas de criptomoedas na Argentina somaram US$ 93,9 milhões e apresentaram crescimento anual de 3%.
Por outro lado, quase 12,5% da população da Argentina são investidores de criptomoedas, conferindo ao país a liderança de adoção na América Latina, seguida por Venezuela (~7,5%), Perú (~3,5%), Brasil (~2,6%) e Colômbia (~2,5%).
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O estudo destacou que, apesar da utilização frequente da narrativa da adoção de criptomoedas como forma de proteção contra a inflação em países da América Latina, o avanço cripto na região também está associado a novos casos de uso. Nesse caso, apesar do recuo de 9% em downloads, a base de total de usuários de aplicativos de criptomoedas na região subiu 18% em 2025, “com picos acentuados em janeiro, quando o Bitcoin atingiu suas máximas históricas e as criptomoedas emergiram como uma nova camada de pagamentos internacionais com o Pix”.
O argentinos também estão de olho em aplicativos que oferecem rampa de acesso à plataforma de transações instantâneas do Banco Central do Brasil. Nesse caso, o levantamento revelou que a Argentina registrou 5,4 milhões de downloads de Apps de criptomoedas em 2025, 90% deles correspondendo a carteiras que implementaram pagamentos com Pix no Brasil.

A adoção não surgiu da especulação, mas foi impulsionada por centenas de milhares de argentinos que foram passar férias no Brasil e usaram criptomoedas sem se darem conta disso, salientou a Lemon, acrescentando que o Pix ajudou a impulsionar em 100% a compra de stablecoins de dólar americano pelos argentinos.
América Latina
O relatório apontou ainda que a adoção de criptomoedas na América Latina em 2025 foi três vezes superior ao avanço entre os investidores dos Estados Unidos. O que representou US$ 730 bilhões em volume de criptomoedas recebidas na América Latina, com crescimento anual superior a 60%, concentrando 10% do volume total processado em todo o mundo.
Além do volume, o número de usuários ativos mensais na América Latina no ano passado cresceu três vezes mais rápido do que nos Estados Unidos e aumentou em quase 18% em comparação com o ano anterior, de acordo com o estudo.

Entre as exchanges de criptomoedas, a Binance respondeu por 55% do mercado latino-americano em 2025. Entre as exchanges regionais, a Lemon informou que ocupa o primeiro lugar (13,4%) com 3,2 milhões de usuários ativos, seguida por Bitso (6,6%), Belo (4,7%), Coinbase (4,7%), Mercado Bitcoin (2,6%) e Bybit (1,6%), enquanto outras exchanges responderam juntas por 11,2% dos investidores de criptomoedas na América Latina em 2025.
Na contramão do avanço do ano passado, três exchanges de criptomoedas revelaram que vão abandonar o mercado brasileiro por causa do endurecimento das regras do BC, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

