A Elo, uma das principais processadoras de pagamento do Brasil, anunciou a criação de seu primeiro token não fungível (NFT). A companhia desenvolveu um token com alto valor histórico, que registra a primeira transação processada pelo seu arranjo de pagamentos.
Segundo a empresa, o ativo foi adicionado à galeria de NFTs da Elo e fortalece a estratégia da companhia de tecnologia de pagamentos nesse mercado.
“Com o lançamento da nossa primeira NFT, entramos no mercado de ativos digitais celebrando a primeira transação processada pelo nosso arranjo de pagamentos, e estamos preparados para explorar oportunidades de desenvolvimento de soluções transacionais em novos mercados”, comenta Giancarlo Greco, CEO da Elo.
A Elo já atua no segmento de criptomoedas há anos, junto a emissores que trabalham com parceiros que permitem pagamento com cartão Elo em criptomoedas como Xapo, Brasil Bitcoin e Zcore, que oferecem cartões atrelados a carteiras digitais para armazenamento e conversão de moedas digitais para habilitar transações em reais tanto em estabelecimentos físicos como online.
A companhia ainda trabalha junto a startups em seu Programa de Inovação Aberta em soluções voltadas para blockchain, além de outras tecnologias emergentes que também envolvem oportunidades comerciais relacionadas ao seu negócio como open banking, segurança e dados.
Azulejos históricos do Rio de Janeiro
Em outro projeto envolvendo história e NFTs, alguns dos cerca de 12 mil azulejos da famosa Escadaria Selarón, ponto turístico do Rio de Janeiro, devem ganhar uma versão digital em breve. O projeto tem como objetivo arrecadar fundos para revistalizar o lugar.
O primeiro azulejo que deve ganhar uma versão digital é uma peça azul, com inscrição em árabe que diz “Alá é vitorioso”. O plano é que o azulejo seja leiloado no Ethereum Rio, que deve ocorrer nos dias 14 e 17 de março, no Museu do Amanhã, na capital carioca.
O valor inicial de lance ainda não foi determinado, mas irá bancar a realocação do azulejo para uma das paredes da escadaria, obra que deve custar em média R$75 mil, segundo especialistas.
"A comercialização dessas peças em NFT precisa estar alinhada a uma causa, e é isso o que propomos. A Escadaria Selarón é um bem tombado pelo município, que nunca fez uma ação de conservação e restauração ali", diz André Angulo, museólogo, coordenador da Liga Independente dos Guias de Turismo do Rio de Janeiro
Ainda segundo Angulo, que é um dos idealizadores do projeto Selarón Pedaço(s) do Mundo, o lugar sofreu danos e, desde a morte de Jorge Selarón, há ‘azulejos invasores’, como um que foi colocado por uma família do Sul do país.
"A escada, grosso modo, é formada por um monte de pedaços de cerâmica sujeitos à ação do vento e da chuva, o que demanda, sim, uma conservação preventiva e permanente.” finaliza.
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