Resumo da notícia:
Renan Santos, pré-candidato à Presidência em 2026 pelo Partido Missão, defende a criação de uma reserva soberana de Bitcoin no Brasil.
A proposta inclui o uso da tecnologia blockchain para garantir transparência em emendas parlamentares e combater o desvio de verbas públicas.
Atualmente, o mercado de previsões Polymarket aponta 7% de chances de vitória para o candidato.
O Brasil poderá ter o primeiro candidato à Presidência da República favorável ao Bitcoin (BTC) nas eleições de 2026. Em entrevista ao podcast Manrasta Connection, Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo Partido Missão, defendeu a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin no país:
“A gente fala em reserva de Bitcoin nas nossas propostas. Eu acho que dá para fazer. Alguns países já começaram a fazer. El Salvador fez, inclusive. Acho que dá para começar a fazer uma reserva de Bitcoin, sim. Não é nenhuma loucura falar nisso, é um tipo de tema que é necessário.”
Atualmente, um projeto de lei que prevê a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin no Brasil está em tramitação no Congresso Nacional. Apresentado pelo deputado federal Eros Biondini (PL-MG), o PL propõe a alocação de 5% das reservas internacionais do país em Bitcoin.
Santos também defendeu a adoção da tecnologia blockchain no serviço público como forma de tornar mais transparente a execução orçamentária do governo:
“Muitos falam em trazer essa questão de blockchain para o setor público, mas as pessoas ficam noiadas por essa questão da rastreabilidade, mas eu vejo que [a tecnologia] tem coisas legais que podem ser usadas. Especialmente em um país de emendas [parlamentares]. Se a rastreabilidade for bem feita, a emenda do ‘orçamento secreto’ e o desvio de dinheiro ficam muito mais difíceis. São ferramentas legais para usar também.”
As redes blockchain funcionam como uma planilha contábil digital onde cada transação é registrada de forma imutável. A adoção da tecnologia no setor público permitiria que qualquer cidadão acompanhasse o rastro do dinheiro desde a liberação das verbas em Brasília até seu destino final.
Quem é Renan Santos?
Renan Santos é um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre) e ganhou destaque nacional como um dos principais líderes das "Marchas pela Liberdade” – manifestações populares pelo “fim da corrupção” e pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Em sua pré-campanha, Santos apresenta-se como representante da “nova direita” que se opõe tanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto à coalizão que pretende herdar o legado eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Santos também é fundador e presidente do Partido Missão. Aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de novembro de 2025, o Missão apresenta-se como uma alternativa conservadora à corrente política de Bolsonaro. Na prática, trata-se do braço político do MBL: funciona como uma legenda para abrigar membros do grupo e lançar candidaturas sem depender da aprovação de líderes de outros partidos.
Além da candidatura de Santos à Presidência, o partido tem a pretensão de apresentar concorrentes a todos os cargos em disputa nas eleições de 2026, com uma plataforma baseada no combate à corrupção, “guerra total” contra o crime organizado com a ocupação de favelas e territórios dominados, industrialização do Nordeste e responsabilidade fiscal.
As propostas políticas do Missão estão reunidas no “Livro Amarelo”. Publicada em seis volumes, a obra completa está disponível para venda no site oficial do partido ao custo de R$ 600 e, de fato, contempla a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin no Brasil.
Renan Santos tem 7% de chances de ser eleito presidente, segundo Polymarket
Em uma pesquisa sobre a eleição presidencial divulgada pela Genial/Quaest em 16 de dezembro de 2025, Santos aparece com 2% das intenções de voto, enquanto os outros representantes da oposição, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL), aparecem com 10% e 23%, respectivamente.
Já no mercado de previsões Polymarket, suas probabilidades de vitória sobem para 7%, enquanto Tarcísio tem 14% e Flávio, 16,8%.

O presidente Lula lidera a corrida presidencial em ambos os levantamentos, com 41% na pesquisa Genial/Quaest e 54% no Polymarket.
Uma defesa contundente do Bitcoin pode se tornar um diferencial da campanha de Santos. Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, o apoio explícito às criptomoedas pode influenciar a decisão dos eleitores nas eleições presidenciais de 2026 no Brasil.
