A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, divulgou na tarde desta sexta-feira (1) imagens exclusivas do momento da prisão de Antônio Neto, o Antônio Ais, e da esposa dele, Fabrícia Farias, na noite anterior em uma operação da Interpol com a Polícia Federal Argentina (PFA).
Os dois são donos da empresa paraibana Braiscompany, acusada de operar um esquema de pirâmide financeira usando criptomoedas, e eram considerados foragidos da Justiça brasileira desde fevereiro do ano passado.
“O scammer mais procurado do brasil, preso em nosso país Ele fugiu do Brasil com US$ 400 milhões atrás de um esquema de pirâmide com criptomoedas. Antonio da Silva Neto e sua mulher estavam em Escobar [cidade da Argentina], onde a Interpol PFA prendeu. Argentina não é mais refúgio de criminosos”, disse.
EL ESTAFADOR MÁS BUSCADO DE BRASIL, DETENIDO EN NUESTRO PAÍS
— Patricia Bullrich (@PatoBullrich) March 1, 2024
Escapó de Brasil con 400 millones de dólares tras una estafa piramidal con criptomonedas. Antonio Da Silva Neto y su mujer estaban en Escobar, donde los detuvo Interpol PFA.
Argentina no es más refugio de delincuentes pic.twitter.com/n5S65nEK40
Em entrevista coletiva nessa sexta-feira, o delegado da Polícia Federal (PF) Guilherme Torres afirmou que Antônio Ais e Fabrícia usavam criptomoedas para sobreviver na Argentina, onde o casal teria entrado usando passaportes de parentes após a decretação de prisão em fevereiro do ano passado, no âmbito da Operação Halving.
Segundo a autoridade policial, duas crianças viviam em companhia do casal e, segundo ele por razões processuais, ele não poderia informar o que seria feito em relação aos menores.
Torres acrescentou que o pedido de extradição do casal já foi feito pela 4ª Vara de Campina Grande (PB).
Em fevereiro desse ano, Antônio Ais, Fabrícia e outros oito acusados de envolvimento no esquema foram condenados a penas que totalizam mais de 150 anos de prisão, sendo as duas maiores condenações a de Antônio, 88 anos e sete meses, e Fabrícia, condenada a 61 anos e 11 meses de prisão.
Além disso, eles foram condenados a pagar R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em danos coletivos. Na ocasião, vídeos veículados nas redes sociais já davam conta de que eles estavam na Argentina, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.