A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta sexta-feira, 01/03/204, em R$ 309.259,57. Os touros conseguiram recuperar o controle do preço do Bitcoin e começaram março elevando o preço do BTC em 1%, fazendo a criptomoeda voltar para US$ 62 mil.
Taiamã Demaman, Líder de Research da Coinext, destacou ao Cointelegraph que embora o próximo halving do Bitcoin, programado para ocorrer em aproximadamente 50 dias, seja pano de fundo do atual rali e um fator importante a ser considerado, é essencial dar destaque a outros elementos que têm desempenhado um papel significativo nessa alta recente.
Demaman aponta que um desses fatores-chave é a entrada substancial de capital proveniente dos ETFs. Aproximadamente 520 milhões de dólares foram adicionados à capitalização total de mercado do Bitcoin através desses veículos de investimento só na segunda-feira (26), por exemplo, segundo dados divulgados pela Fairside.
Ele destaca que esses ETFs têm desempenhado um papel significativo não só ao trazer mais liquidez ao mercado, mas também ao atrair novos investidores para o espaço das criptomoedas, alimentando ainda mais o otimismo em torno do ativo. Os ETFs são o novo motor do crescimento da criptomoeda.
"Além disso, os dados on-chain do Bitcoin continuam a mostrar uma tendência de compra e acumulação, especialmente entre as carteiras de até dez mil Bitcoin. Estes são indicadores claros da confiança dos investidores no potencial de valorização a longo prazo do Bitcoin, principalmente com a perspectiva do halving e do padrão histórico de preço pós-evento, que é seguido por períodos de alta significativa", destacou.
Conforme o analista, esses fatores acabam gerando uma euforia entre os investidores, demonstrada pelo indicador de medo e ganância, atualmente em níveis de "extrema ganância". Os investidores estão apostando alto no futuro do Bitcoin.
Na análise, Demaman destaca que em termos técnicos, embora o Bitcoin tenha ultrapassado a marca dos 63 mil dólares, os dados de liquidação sugerem que o suporte mais robusto está na faixa entre os 55 mil e 58 mil dólares.
"Uma correção é provável antes que a criptomoeda se consolide acima dos 61 mil dólares, conforme indicado pela diminuição de 10% nos contratos futuros e, consequentemente, a redução da liquidez no curto prazo. O indicador de medo e ganância em "extrema ganância” também costuma preceder uma correção de preço. Antes de atingir a máxima histórica, nossa análise indica resistências em US$ 65.059 e US$ 67.105", afirmou.
Ele aponta que diante de incertezas geopolíticas e econômicas globais, o Bitcoin emerge como um refúgio para investidores preocupados com os sinais de uma persistência da inflação e uma resposta expansionista por parte dos bancos centrais, especialmente em meio à retração econômica em algumas das principais economias, como o Japão.
Além disso, o analista aponta que dados da inflação dos EUA e o desempenho mais contido da bolsa norte-americana como um todo, sendo puxada quase puramente pelas empresas de tecnologia, também alimenta essas preocupações, evocando lembranças da bolha das pontocom, principalmente pela valorização da Nvidia.
"Esses fatores combinados reforçam o papel do Bitcoin como uma reserva de valor em tempos de incerteza econômica e financeira. Assim, estamos testemunhando uma transformação significativa no cenário financeiro, onde o Bitcoin desempenha um papel crucial como uma alternativa confiável em um ambiente de riscos crescentes de bolhas e desvalorização das moedas fiduciárias”, finaliza.
Beto Fernandes, analista da Foxbit, também aponta que o mercado de Bitcoin está experimentando um período intenso, com um fluxo constante de investimentos via ETFs spot de Bitcoin, sugerindo uma base sólida que não aponta diretamente para uma queda nos preços.
No entanto, o mercado de derivativos está aquecido, com altas taxas de financiamento indicando especulação predominante em posições de compra, o que, durante um bull-run, pode levar a um mercado vulnerável a volatilidade devido a alavancagens excessivas e possíveis liquidações em cascata.
Fernandes destaca que apesar da tendência quase linear de alta do Bitcoin por seis meses consecutivos, a expectativa é de que uma correção seja necessária para estabelecer um suporte relevante, conforme indicado pelos níveis de sobrecompra nos indicadores técnicos.
"A longo prazo, a perspectiva permanece otimista, especialmente considerando o histórico de desempenho do Bitcoin após os halvings anteriores, com o próximo previsto para abril. Os investidores de ETFs de Bitcoin, focados no longo prazo e com liquidez limitada para realização de lucros, podem sustentar a tendência de alta, apesar das correções esperadas no caminho. A combinação do fluxo contínuo para ETFs e o impacto do halving próximo sugere que a tendência de alta do mercado de Bitcoin pode se manter, apesar das turbulências de curto prazo", destacou.
Portanto, o preço do Bitcoin em 01 de março de 2024 é de R$ 310.968,68. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0032 BTC e R$ 1 compram 0,0000032 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 01 de março de 2024, são: Axelar (AXL), Fetch.ia (FET) e Bittensor (TAO) com altas de 40%, 31% e 30% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 01 de março de 2024, são: SATS (Ordinals) (SATS), Mantle (MNT) e Cosmos Hub (ATOM), com quedas de -6,5%, -6,4% e -6,3% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.