Áudios vazados de Hiran Spagnol, ex-goleiro do Internacional, revelam suposta fraude da IDIdentification

Áudios vazados nas redes sociais, supostamente gravados por Hiran Spagnol, ex-goleiro do Internacional, revelaram que a IDIdentification, empresa que teria como um de seus integrantes o empresário Rodrigo Marcelo, estaria aplicando uma fraude no Brasil.

Segundo Spagnol, os operadores da IDidentification teriam feito um acordo com o ex-jogador, para o lançamento e operação da "Escola de Goleiros Hiran", que funcionaria em Porto Alegre e seria parte do projeto social da empresa. Porém, de acordo com os áudios, as promessas não foram cumpridas.

"Ele comprou um material aqui, mandou eu organizar quadra, fazer banner... que seria parte do projeto social dele (..) eu aluguei uma quadra no valor de R$ 4 mil mensal (...) mas nada foi pago", declara o atleta.

Ainda segundo Spagnol o total dos prejuízos pode ser de até R$ 20 mil reais que envolveu além do aluguel de quadras, a suposta compra de uniformes e outros itens que seriam usados no funcionamento do projeto.

O atleta, após o prejuízo, recomenda que nenhuma pessoa faça aporte de recursos da empresa, pois, segundo ele, não passa de uma "pirâmide financeira". Ainda segundo o ex-jogador um deus amigos teria feito um aporte de R$ 30 mil na empresa, porém só teria conseguido resgatar cerca de R$ 15 mil.

"Ele pode mostrar até que comprou material esportivo para a escolinha. Grande merda. A escolinha está parada porque eu estou devendo para o cara que aluguol a quadra faz três meses (por suposta falta de pagamento da ID) (...) então o que eu tenho para falar para vocês é que caso ele venha propor alguma coisa para vocês, fica esperto (...) Só para vocês ficarem espertos, ninguem coloca dinheiro nesse negócio não é uma pirâmide fudida"

As promessas, segundo o ex-atleta foram tantas que ele teria até mesmo deixado um emprego como treinador em um time de São Paulo para integrar o suposto projeto.

A IDIdentification afirma garantir rentabilidade sobre investimentos por meio de uma complexa rede que seria organizada pela Holding (Phoenix Shield Holding LLC), supostamente registada em Dubai em 2018 e que seria composta por 18 empresas "que vão produzir resultados para uma divisão lucros de forma antecipada e mensalmente pelos seus acionistas".

A empresa também teria quatro criptomoedas, (ID SOCIAL GOLD COIN;  ID TIME IS MONEY; ID AGRO SOCIAL COIN; ID ECO SOCIAL COIN) que integrariam o mega esquema de rentabilidade da empresa. A IDidentification também exige que seus investidores tenham uma carteira de Bitcoin.

Contudo, segundo levantamento do Cointelegraph, a empresa não tem autorização ou dispensa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar oferecendo investimentos ou planos de rentabilidade no Brasil. O Cointelegraph tentou entrar em contato com os organizadores da empresa mas não teve sucesso.

Como noticiou o Cointelegraph, em outro caso de empresa sem autorização da CVM, o presidente da empresa de arbitragem de investimento em Bitcoin Midas Trend, Devanir Vieira, reapareceu em uma entrevista para dizer que a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil é "só um selo" e que "não garante nada"

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