Em discreto avanço, o mercado de criptomoedas movimentava US$ 2,05 trilhões (+0,5%) na manhã desta sexta-feira (13), ocasião em que o Bitcoin (BTC) era transferido em torno de US$ 58,3 mil (+0,6%) com alta acumulada semanal de 3,8%, dominância de mercado a 56,2%, sentimento dos investidores na região do medo (33%) e algumas altcoins avançadas em até 70%.

A recuperação do BTC em relação à semana passada, ainda que tímida, dava sinais de que parte dos investidores está otimista para um rali na próxima semana em razão da reunião do comitê federal de mercado aberto (Fomc, na sigla em inglês), comitê decisório da política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Isso porque os mercados anseiam pelo início de cortes na taxa de juros praticada pela autoridade monetária e a consequente injeção de liquidez, o que pode favorecer mercados como o de criptomoedas.

No mercado acionário, o encerramento dos índices S&P 500 e Nasdaq, respectivamente em 5.595,76 (+0,75%) e 17.569,68 pontos (+1%), reforçou o que pode se traduzir em uma largada para a corrida dos touros do Bitcoin na próxima semana pela possibilidade de precificação da euforia, caso o Fed realmente comece o descomprimir o custo do dinheiro. Isso porque o departamento do Trabalho divulgou o índice de preços ao produtor (PPI) referente a agosto, relatório que apontou para a desaceleração desse segmento da inflação, para 1,7% no acumulado de 12 meses de agosto.

Outro indicador de possível avanço do capital de risco, ao qual as criptomoedas são associadas, foi a reversão do fluxo de capital sobre os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, que registraram entradas líquidas de US$ 39,02 milhões enquanto os de Ethereum (ETH) reduziram as saídas massivas do dia anterior ao registrarem saques líquidos de US$ 20,14 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Na região retrátil das principais altcoins em capitalização de mercado, o FET orbitava US$ 1,32 (-5,7%), o AAVE era negociado por US$ 141,82 (-4,8%) e o TIA valia US$ 4,13 (-2,6%). Em direção contrária, o POL (ex-MATIC) era transferido por US$ 0,40 (+6,4%), o XRP representava US$ 0,56 (+5,2%), o WLD estava quantificado em US$ 1,50 (+5,4%) e o OM atingia US$ 1,13 (+5,3%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o XRD era trocado de mãos por US$ 0,022 (+12,6%), o BIGTIME se convertia em US$ 0,11 (+23,5%), o TRIBE representava US$ 0,45 (+21,1%), o SUNDOG se traduzia em US$ 0,34 (+16,7%), o SYN valia US$ 0,48 (+14%), o WILD pareava US$ 0,24 (+16%), o POLY respondia por US$ 0,047 (+33%) e o ETN se equiparava a US$ 0,0027 (+40,5%).

Um dos destaques era o CKB, token do ecossistema da blockchain de código aberto Nervos Network, negociado em torno de US$ 0,013 (+47%) com um pico de preço de 70%, alta que sucedia o anúncio de listagem da altcoin pela exchange sul-coreana Upbit.

Gráfico de 24 horas do par CKB/USD. Fonte: CoinMarketCap

Entre outras novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam MBL na BitMart, CRS na Gate.io, CATE e HAMMY na CoinEx, POL na Phemex e na Bitkub, DEV na LBank e na AscendEX.

No dia anterior, as criptomoedas operavam em alta de até 41% e se favoreciam com a inflação nos EUA enquanto o Bitcoin lutava por US$ 58 mil, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.