O grupo GCB, uma holding especializada no mercado financeiro de capitais, com foco em investimentos, consultoria financeira, securitização, antecipação de recebíveis e tokenização de ativos ilíquidos, entrou recentemente com um pedido de licença de crowdfunding junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo informações do Valor.
A licença está prevista na Resolução CVM 88, que aborda sobre crowdfunding, e foi indicada em julho pela autoridade reguladora por meio do Ofício Circular CVM/SSE 06/23, que é complementar à outra Circular da CVM, de abril, quando a autarquia declarou que tokens de recebíveis e de renda fixa, os TRs, são valores mobiliários e precisam ser registrados.
Segundo o CEO e fundador do GCB, Gustavo Blasco, a empresa contou com o apoio da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), que anunciou no final de agosto um trabalho de apoio às tokenizadoras no processo de solicitação de licença de crowdfunding junto à CVM.
Blasco acrescentou que o GCB espera obter a chancela da CVM para trazer ao mercado uma demanda milionária represada, através dos TRs. O que deve começar pelo lançamento de tokens de duplicatas registradas na CERC, registradora de recebíveis de crédito autorizada pelo Banco Central. 
Isso porque, nesse caso, as informações serão registradas via blockchain e reportadas à CVM, de acordo com o executivo.
No final de julho, a gestora Jequitibá Investimentos também fechou duas parcerias relacionadas à tokenização de precatórios, com potencial de alta de até 25% ao ano, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.