Negociado por US$ 13,97 (-3,7%) na manhã desta sexta-feira (30), o SOL, token nativo da blockchain de camada 1 (L1) Solana acumulava cerca de 42% de alta em 2024 e 550% de ascensão nos últimos 12 meses. Segundo um relatório da Binance Research, a expansão do token se deve ao crescimento das negociações em exchanges descentralizadas (DEX) e a expansão do ecossistema.
De acordo com o braço de pesquisa da exchange global de criptomoedas Binance, devido a inovações como o Proof-of-History e a paralelização, a Solana consegue processar transações de forma muito mais rápida e barata do que as blockchains Layer 1 do Bitcoin (BTC) ou Ethereum (ETH). Isso faz desta blockchain uma rede de alto desempenho, com tempos de bloco de 400ms e dezenas de milhares de TPS (transações por segundo), em comparação com os tempos de bloco do Bitcoin e Ethereum, que são de aproximadamente 10 minutos e 15 segundos, respectivamente.
Além disso, a Binance informou que o desempenho da Solana foi impulsionado pelo aumento significativo nos volumes de trading nas exchanges descentralizadas, que saltaram 42,2% em julho para um total de US$ 54,6 bilhões. Movimento que foi amplamente alimentado pelo crescente interesse no trading de memecoins baseadas em Solana. Além disso, o ecossistema Solana continuou a se expandir com uma média de 1,7 milhão de endereços ativos diários e um aumento de 18,2% nas transações diárias, que alcançaram 1,3 milhão.
A exchange destacou que, no Brasil a Solana também é protagonista de um marco para a indústria cripto, depois que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou o primeiro fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) do mundo baseado em negociação à vista (spot) de SOL, que estreou esta semana na B3 com R$ 15,5 milhões em ativos sob gestão. O que, na avaliação da empresa, a posição do Brasil como um dos mercados mais inovadores e diversificados de ETFs de criptomoedas no mundo.
A Binance avaliou ainda que o desempenho positivo da criptomoeda também foi impulsionado por importantes desenvolvimentos no espaço de finanças descentralizadas (DeFi). Nesse caso, destacam-se entre os principais avanços a introdução da Jito Restaking e o lançamento dos mercados de previsão do Drift, que têm atraído a atenção de indivíduos e instituições ao redor do mundo.
"O mercado brasileiro já demonstrou pioneirismo ao lançar ETFs criptoativos, e a aprovação de ETFs de Solana pela CVM reflete uma demanda dos investidores locais e contribui para o otimismo em torno da crescente adoção institucional de criptomoedas no país e no mundo. O Brasil se consolida como um dos mercados com grande potencial de crescimento no mundo e que tem um dos mercados de capitais mais pujantes”, disse o vice-presidente regional da Binance para a América Latina, Guilherme Nazar.
Segundo ele, com a crescente regulamentação e avanços no mercado de criptomoedas, o Brasil tem se consolidado como um dos principais players no cenário global de ativos digitais, atraindo tanto investidores locais quanto internacionais. A inovação constante no ecossistema de criptomoedas e a expansão dos produtos financeiros relacionados reforçam o futuro promissor do mercado no país.
“A regulação do mercado de criptoativos, sendo trabalhada pelo Banco Central, deve criar uma estrutura de normas que permita o crescimento ainda mais acelerado de usuários de ativos digitais ao conferir regras de proteção e segurança, ao mesmo tempo incentivando a continuidade da inovação", acrescentou.
Em entrevista recente ao Cointelegraph Brasil, diretora de marketing (CMO) da exchange, Rachel Conlan, declarou que o país está consolidado como um dos principais mercados do mundo para que a Binance alcance a marca de um bilhão de usuários.