Sócio da Binary Bit manda clientes esquecerem pagamentos e ameaça matar Ricardo Toro, que teria mandado matar Marcos Monteiro
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O sócio da Binary Bit, suposta pirâmide financeira de Bitcoin, Marcos Monteiro declarou que os clientes da empresa não vão receber os valores investidos, ao contrário do que a empresa vem divulgado e ameaçou matar o presidente da empresa e seu sócio, Ricardo Toro, que por sua vez já teria mandado sequestrar e matar Monteiro em uma suposta trama para se livrar de investidores que estariam cobrando seus rendimentos e investimento bloqueados.

A suposta trama teria começado a cerca de 1 mês quando a empresa, que oferecia rendimentos de até 4%, por meio de aplicações em Bitcoin e criptomoedas, começou a atrasar o saque de seus clientes e investidores, gerando reclamações e cobranças nas redes sociais.  A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM, destaca que nenhum dos sócios da Binary Bit nem tampouco a empresa tem autorização para atuar no Brasil e já emitiu um alerta contra a empresa.

"Quero meu dinheiro de volta bloquearam a plataforma tem mais de mês com promessa de volta ao normal hoje dia 5 de novembro de 2019 e nada todos os usuários não conseguem sacar transferir nada", disse um investidor da Bahia no portal Reclame Aqui que já registra quase 100 reclamações de saques atrasados.

Um destes investidores insatisfeitos com as atitudes da empresa teria supostamente procurado Toro para resolver o problema. Porém a conversa não teria começado de forma amigável. Já Toro teria alegado que os problemas com pagamentos seriam de responsabilidade de Marcos Monteiro, seu sócio na empresa.

Monteiro então teria sido surpreendido recentemente por uma quadrilha armada que invadiu sua casa e ameaçou sequestrar e matar o empresário caso ele não fizesse o pagamentos dos valores investidos. A quadrilha supostamente teria revelado que chegou até o local por meio da indicação de Toro que teria passado todas as coordenados para os supostos criminosos.

Monteiro alega, em um vídeo compartilhado nas redes sociais, que Toro agiu na "trairagem" e que buscou "Tirar o dele da reta". Contudo não informou se foi registrado um Boletim de Ocorrência sobre o caso nem como conseguiu se livrar das ameaças dos suposto bandidos que, deixaram o empresário vivo, não sem antes roubar Monteiro.

No vídeo, Monteiro, exaltado, alega ainda que a promessa de saques feita pela empresa é mentira e que nenhum cliente vai receber seu investimento. Alegou ainda que a Binary Bit não tem a capacidade pagar seus investidores e acusou Toro de ser o grande responsável pela suposta 'fraude'.

Segundo ele, Toro é um suposto estelionatário e "piramideiro 171" que já teria aplicado outros golpes no mercado, contudo, não afirma porque, mesmo sabendo disso, iniciou sociedade com o suposto empresário que teria não apenas indicado a casa de Monteiro aos supostos criminosos, mas teria mandado matar ele.

"Você ter me entregado para uma quadrilha invadir a minha casa, pra me matar, me sequestrar, pra me roubar,… isso não existe (...) Eu espero que você nunca precise passar pelo que eu passei, isso é vagabundagem (...) Eu não preciso de você, seu vagabundo, e nem preciso do dinheiro dessa empresa, quem me conhece sabe o que sou capaz de fazer, ao contrário de você, que é um 171, piramideiro, já foi preso, tudo de merda nessa vida esse cara já fez", disse.

Em resposta às suposta ameaças de Toro, Monteiro declara que se o presidente da empresa e, possivelmente seu ex-sócio, não resolver o problema dos clientes irá matar Toro.

"Eu sei o que fazer, ao contrário de você seu piramideiro" declarou.

Clientes da empresa tem iniciado ações judiciais contra Binary Bit e também buscado a Polícia Civil registrando Boletim de Ocorrência contra a empresa. O Cointelegraph tentou contato com Monteiro e com Toro sobre as ameaças, as alegações e sobre o atraso nos saques, contudo, até o momento não obteve resposta.

Como noticiou o Cointelegraph, um suposto 'líder' da A2 Trader, empresa acusada de pirâmide financeira com Bitcoin,  foi assassinado nesta quarta-feira, 06 de novembro, em Curitiba, no Paraná.

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