O São Paulo anunciou que fechou contrato com a Chiliz, fornecedora de blockchain para a indústria de esportes e entretenimento.

Juntamente com o contrato, o clube anunciou o lançamento do Fan Token do time na plataforma da Socios.com, que passará a ser patrocinadora e terá a marca estampada na camisa do time.

Fan Tokens são ativos digitais colecionáveis que fornecem aos proprietários acesso a direitos de voto, promoções e ingressos mais baratos, entre outras regalias.

O Presidente do São Paulo, Julio Casares, afirmou em nota no site do clube: 

“É muito gratificante termos Socios.com como nossos parceiros e, sem dúvida, é mais uma prova de que o nosso Tricolor é amplamente reconhecido como uma marca global. Além disso, a entrada do São Paulo em um universo em franca expansão é mais uma iniciativa que demonstra o protagonismo que queremos de volta ao clube que, passo a passo, vamos conseguir chegar lá”.

Alexandre Dreyfus, CEO da Chiliz e da Socios.com disse ao São Paulo:

“São Paulo é um grande nome do futebol, não só no Brasil, mas em todo o mundo e é nosso privilégio recebê-los a bordo. Mal podemos esperar para começar e estamos ansiosos para criar história com seus fãs apaixonados.”

Como o Cointelegraph publicou, os Fan Tokens já são uma mania entre os clubes de futebol no Brasil e no exterior. 

A venda de tokens dos times têm sido utilizada como fonte de receita em diferentes esportes no mundo. Mas esse tipo de investimento pode não ser tão lucrativo.

O tokens de torcedores foram uma maneira encontrada pelos clubes de criar receita, como fizeram Corinthians e Atlético-MG, já que os estádios permaneceram por um ano e meio sem torcedores.

O Cointelegraph também publicou que os fan tokens têm sido excelentes soluções para os clubes, mas não são um investimento rentável para quem compra.

Além dos times brasileiros, o jornal britânico The Telegraph mostrou, segundo o Sapacemoney que PSG, Juventus, Barcelona, Galatasaray e Manchester City arrecadaram, juntos, mais de R$1 bilhão com a venda de fan tokens.

O Corinthians vendeu no começo de setembro, em apenas duas horas, 850 mil tokens ($SCCP). Cada ativo foi vendido por US$2 (R$11), por isso o total arrecadado chegou a US$1,7 milhão (R$8,8 milhões), divididos  entre o clube e a plataforma que fez a venda.

Humberto disse que os criptoativos fazem o papel de estimular o engajamento dos clubes com os torcedores:

“O principal diferencial do ativo é sem dúvidas garantir uma maior aproximação dos torcedores com os jogadores e com o clube, colocando esses fãs como tomadores de decisões, o que acaba gerando uma empatia maior com a torcida e reforçando sua importância para o time.”

Ele afirma que o ‘retorno é emocional’:

“O retorno é muito mais emocional do que financeiro. Os fan tokens servirão para você ajudar o clube e ao mesmo tempo conseguir alguns benefícios que outros torcedores não conseguirão, como vantagens na compra de ingressos para partidas importantes, descontos em produtos oficiais e o direito de participar de algumas decisões, apenas para isso”.

E explica sobre a rentabilidade:

“A rentabilidade está muito mais atrelada a uma valorização da criptomoeda, que faz a blockchain funcionar, do que propriamente pelo token, que na prática não gera rentabilidade por ter uma vida útil ”.

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