A Ribus recebeu um aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emissão de seu token voltado ao setor imobiliário, o Ribtoken. O token é desenvolvido na rede Polygon (MATIC) e, entre outros, permite que prestadores de serviços do mercado imobiliário recebam tokens em troca de seus serviços.

Há dois anos, a Ribus enviou uma tese jurídica à Comissão de Valores Mobiliários destacando que o token Rib é um token de utilidade, portanto não é um valor mobiliário e, dessa forma, não precisaria estar sobre a regulamentação da CVM. O parecer confirmou a tese da Ribus, no sentido de que o Ribtoken não é valor mobiliário.

Segundo Daniel Carius, CVO da Ribus, a decisão da CVM ao reconhecer tratar-se de um token de utilidade é um passo muito importante para todo o segmento.

“Essa decisão oficializa a Ribus como a primeira empresa de tokenização voltada ao setor imobiliário do Brasil a conseguir esse parecer.  Isso é muito significativo para nós. Com o aval da entidade, não precisamos estar sob sua regulamentação. O parecer concedido à Ribus traz um enorme benefício para o mercado, porque é o órgão fiscalizador tendo o entendimento jurídico da natureza do próprio ativo”, destaca.

Sobre a origem do conceito do token emitido pela Ribus, Daniel faz uma analogia ao modelo de voucher que é muito utilizado nos Estados Unidos e na Alemanha.

“O valor das criptomoedas, utilizadas como voucher, está baseado no acesso que ele dá. A nossa plataforma favorece a interação entre os usuários, prestadores de serviços e vendedores de bens através do token. Toda essa cadeia é do setor imobiliário”, explica.

Portanto, o token funciona exclusivamente como um token de pagamento e não como um token lastreado em uma cesta de ativos, como é o caso do Reitz, token voltado ao setor imobiliário lançado pelo BTG Pactual em 2018, porém lastreado em uma 'cesta' de ativos imobiliários do banco e que distribui aos holders a rentabilidade destes ativos.

Token pode ser listado em corretoras

No caso do token da Ribus, Daniel salienta que algumas corretoras consolidadas e grandes players do mercado estavam aguardando esse parecer da CVM para avançar em processos de listagem do token.

"A partir de agora vamos avançar muito em negociações com corretoras. Ano passado vários projetos ligados ao setor imobiliário tiveram stop order da entidade. Foram confundidos com ativos mobiliários e precisariam estar sobre a regulamentação e égide da organização. O mercado de token tem dificuldade em se expandir e em crescer porque ele não tem uma regulamentação e as pessoas que começam alguns projetos acabam sendo paradas e impedidas pela Comissão de Valores Mobiliários”, enfatiza o executivo.

O utility token RIB, da Ribus, começou a ser listado na exchange FlowBTC em 18 de julho deste ano e teve mais de 45 milhões de unidades vendidas ainda na pré-venda. Após apenas 4 meses sendo ofertado na FlowBTC, o token RIB já registrou um crescimento de 83% do volume de negociações na janela de setembro para outubro.

Para Bruno Faria, COO da Ribus, o token RIB visa estimular novas oportunidades de negócios para os agentes do mercado imobiliário.

“A ideia é que cada vez mais as construtoras possam trocar serviços de engenheiro, topógrafo, pedreiro, pintor e outros entes da cadeia por token RIB. Uma grande dor do mercado imobiliário é a não conectividade da cadeia do prestador de serviço até o consumidor final. Agora é possível fazer a ponte entre todos”, destaca o executivo.

Confira o parecer da CVM obtido com exclusividade pelo Cointelegraph

LEIA MAIS

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.