Valourinvest e Vik Traders, supostas pirâmides de Bitcoin, são alvos de processo por falta de pagamento

As supostas pirâmide financeiras, Valourinvest e Vik Traders, respondem a processos judiciais por conta de atraso no pagamento dos rendimentos e investimentos feito por pessoas que buscaram as empresas por conta das promessas de retornos de 3% ao dia ou mais de 400% ao mês, segundo publicações feitas pela Justiça de São Paulo e do Distrito Federal.

Segundo levantamento feito pelo Cointelegraph, ambas empresas, bem como seus operadores, não têm autorização da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM, para atuar no mercado de capitais oferecendo grupos de investimento coletivo, como é caso das referidas companhias.

Além disso, segundo a CVM, ofertas de lucro 'certo' como a realizada pela empresas é proibido pela autarquia bem como propagandas como as realizadas pela empresa devem levantar 'atenção' segundo declarou o regulador.

No caso da Vik Traders, o cliente alega que transferiu criptomoeda que tinha custodiadas na exchange Mercado Bitcoin para a empresa em busca dos rendimentos oferecidos, contudo, não conseguiu, até o momento, reaver os valores aplicados.

No site Reclame Aqui, investidores também vem demonstrando insatisfação com a empresa e reclamando de valores investidos e não recuperados, "Vik Traders não faz pagamentos das rentabilidade dos valores investidos e não devolve o dinheiro aplicado", disse um investidor de Minas Gerais.

Já com relação a Valourinvest, o cliente declara ter investido 1 Bitcoin com a empresa, que, na época, estava cotado a R$ 45.451,00. A transferência foi realizada buscando aderir a um dos pacotes de investimento que prometiam rentabilidade garantida pela empresa, contudo, não conseguiu mais acessar seus valores e pediu um tutela antecipada junto à justiça pedindo bloqueios de contas bancárias.

"A plataforma da ré parou de operar e saiu do ar impedindo a retirada dos valores; e) houve a veiculação nos meios de comunicação da notícia de que a requerida estaria envolvida em fraudes com lesões à outros investidores; c) tentou sem êxito sacar o capital investido e há informações do esvaziamento de patrimônio por parte da requerida (...) A par disso, há matérias e reclamações dando conta de que os corréus são alvos de investigações (...) visto que os requeridos vêm criando óbices à restituição do valor investido pelo requerente, o que certamente agrava a possibilidade de dilapidação do patrimônio dos investidores", diz a decisão que deferiu o recurso.

Contra a Valourinvest o juiz determinou o bloqueio de contas bancárias ligadas a empresa que também possui um série de reclamações no Portal Reclame Aqui.

"Realizei um investimento com a Valour Invest em 20/08/2018, onde foi acordado com contrato um investimento com juros sobre juros. Em reunião com o presidente da empresa e como está no contrato, foi acordado que o rendimento mínimo era de 10% ao mês, o que passou a não ocorrer (...) Passado essa primeira turbulência onde já houve um descumprimento contratual, no dia 01/07/2019 resolvi solicitar o saque do meu investimento, onde, passados 46 dias ainda não recebi o meu investimento e nem tive nenhum retorno do motivo do atrasado (...) A empresa soltou alguns comunicados institucionais, falando que está passando por problemas e que iria chamar os investidores para uma conversa, mas até agora não fui chamado e não obtive retorno nas minhas tentativas de contato", alega um investidor.

Como noticiou o Cointelegraph, em outro caso de suposta pirâmide financeira, a Polícia Federal revelou todos os bens apreendidos, até o momento, com a  Unick Forex. No total, segundo a PF encontrou:

4 carros de luxo, totalizando mais de R$ 5 milhões em valores da tabela da Fipe
Duas BMW X6, avaliadas em R$ 390 mil.
Um Porsche Panamera, de R$ 400 mil
Uma Range Rover Velar, avaliada em mais de R$ 400 mil
1550 Bitcoins
Bloqueio judicial de 9 imóveis (valor não divulgado)
R$ 200 milhões em diversas contas bancárias
R$ 747 mil reais em dinheiro
R$ 85 mil reais em moedas estrangeiras
Diversas jóias, que estão passando por perícias para identificar autenticidade