Os novos professores da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, terão que saber sobre blockchain se quiserem lecionar na universidade, segundo publicação feita hoje, 13 de novembro, no Diário Oficial da União.
De acordo com a publicação, foi aberto um Edital para um Concurso Público para o Magistério Superior da Universidade, para o cargo de professor de Ciências Contábeis - Sistemas de
Informações Contábeis, no campus de Osasco, e, dentre os requisitos, a tecnologia do bitcoin é conhecimento obrigatório aos novos egressos.
A tecnologia blockchain será obrigatória e está inserida no anexo I, item 11 dentro da prova escrita que também exigirá Business Intelligence, Governance, Risk & Compliance, Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação, entre outros.
Segundo especialistas ouvidos pelo Cointelegraph, a tecnologia blockchain vem rompendo fronteiras e sendo implementada em diversas áreas, como no caso das Ciências Contábeis no qual o registro imutável das informações pode fornecer um aspecto único para toda a indústria.
"A tecnologia do registro compartilhado de informações, Blockchain, está pronta para transformar o setor tributário e contábil. O advento dos sistemas de contabilidade baseados na nuvem mudou o jogo. A própria nuvem, não é páreo para o blockchain, que é uma tecnologia revolucionária com potencial para afetar o mundo dos negócios em geral", argumenta Ben Scull, diretor da Reuters.
Além disso, argumentam que registros em blockchain já são admitidos na justiça como prova válida e a Receita Federal já está utilizando blockchain para informações fiscais, assim como os projetos b-CPF e b-CNPJ estão em implantação.
"Em um lançamento contábil de venda, o sistema identifica um débito no registro do vendedor (clientes a receber) e um crédito no registro do comprador (fornecedores a pagar), permitindo a integração imediata de dados, facilitando assim tanto o processamento de dados quanto às auditorias contábeis e fiscais", declarou o doutor em contabilidade pela USP xxxx
Como noticiou o Cointelegraph a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (ESMAT), anunciou a realização do curso, Educação Financeira e Investimentos, destinado a integrantes da área da magistratura, entre eles juízes e desembargadores, e que pretende abordar investimentos em Bitcoin e criptomoedas.
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