A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), com apoio do setor de segurança corporativa da distribuidora Rio Grande Energia (RGE), fechou na última quarta-feira (19) mais uma mineradora clandestina de Bitcoin (BTC) em Canela, na Serra Gaúcha.

Divulgação/PCRS

De acordo com a polícia, a descoberta dessa mineradora é o desdobramento de uma ação que aconteceu no dia anterior, também em Canela, onde os agentes fecharam uma mineradora de Bitcoin clandestina com faturamento de R$ 400 mil e furto de energia elétrica (gato) de R$ 100 mil.

Com a prisão em flagrante de um casal acusado do furto energético através da atividade, já que a mineração de Bitcoin por si só não representa crime, a polícia informou que conseguiu descobrir o segundo endereço de mineração, supostamente do mesmo grupo da primeira mineradora descoberta, já que não está claro se os dois suspeitos são os donos dos equipamentos.

Nessa segunda mineradora, um espaço localizado em um sítio na localidade rural da Linha São Paulo, a RGE também encontrou um gato de energia, nesse caso o gasto sonegado informado foi de mais de R$ 50 mil mensais. 

Segundo a permissionária, somados os gastos estimados da primeira mineradora clandestina, o grupo pode ter desviado R$ 2 milhões em energia elétrica. O que se explica pelo consumo da mineração de Bitcoin decorrente do poder computacional necessário para os cálculos realizados pelos ASICs na tentativa de descoberta de novos blocos de BTC.

No local, os policiais comandados pelo delegado Vladimir Medeiros apreenderam quase 200 máquinas que estavam em funcionamento ininterrupto, conhecidas como os ASICs (circuitos integrados de aplicação específica, na sigla em inglês), avaliadas em R$ 10mil cada uma, R$ 2 milhões no total. No entanto, o total estimado nas duas operações é de R$ 6 milhões em razão do total de 600 máquinas apreendidas.

A polícia acrescentou que os suspeitos, que passaram a residir em Canela há alguns anos, seguem presos. O delegado informou que eles respondem a furto de energia elétrica, porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, resistência, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. 

Na direção da legalidade, a mineradora de Bitcoin Arthur Inc, energy tech especializada em monetizar energia ociosa, fundada pelos brasileiros Ray Nasser e Rudá Pellini nos EUA, anunciou esta semana a inauguração de uma nova planta no país da América do Norte, em Oklahoma City, capital do estado de Oklahoma. No caso um hosting de mineração de Bitcoin nos EUA com redução de custo energético, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil