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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Polícia prende no RJ suspeitos de integrar quadrilha acusada de aplicar golpes de R$ 15 milhões em criptomoedas

Homens foram presos em São Gonçalo, na região metropolitana, no âmbito da ‘Operação Investimento de Araque’.

Polícia prende no RJ suspeitos de integrar quadrilha acusada de aplicar golpes de R$ 15 milhões em criptomoedas
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Agentes das Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Pará realizaram na última terça-feira (11) a segunda fase da “Operação Investimento de Araque”, que tem como objetivo combater uma organização criminosa que atua nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Pará aplicando golpes milionários por criptomoedas, segundo as investigações. 

No total, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de um mandado de busca e apreensão. Em São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Rio, os agentes prenderam dois homens apontados como sócios-proprietários da empresa envolvida no esquema. 

Em Manaus, capital do estado do Amazonas, a gerente da equipe também foi presa. No Pará, na cidade de Ananindeua, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de um ex-gerente, onde foram apreendidos materiais tecnológicos e um celular do investigado. 

De acordo com as investigações, a quadrilha movimentou, em dois anos, mais de R$ 15 milhões, gerando prejuízo a mais de 50 vítimas nessas regiões. A apuração teve início em 2022, quando a polícia paraense registrou vários boletins de ocorrência contra uma empresa, que teria aplicado golpes na cidade de Belém, capital do Pará. 

Segundo as investigações, o modo de operação da empresa era o de se apresentar como uma intermediadora financeira, onde se oferecia para investir valores das vítimas e obter parte da rentabilidade. Os alvos eram convencidos a fazerem empréstimos em seus bancos particulares e a passar os valores à instituição golpista. Em um determinado momento, quando o cliente não conseguia finalizar o contrato com a empresa ou resolvia não renovar mais, a instituição deixava de pagar as parcelas e a vítima precisava arcar com todo saldo devedor. Segundo apurado, as vítimas eram sempre funcionários públicos.

Operação Protetor 

Em Umuarama (PR) na última quinta-feira (13), no âmbito da Operação Protetor, que tem por objetivo o combate de crimes transfronteiriços, uma força integrada por policiais militares do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), federais e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) apreendeu 115 máquinas de mineração de Bitcoin (BTC), avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Os equipamentos estavam em uma carreta parada durante a abordagem e foram encaminhados à Receita Federal da cidade de Guaíba (PR); os ocupantes, o motorista de 34 anos e a passageira de 43 anos, prestaram depoimento e foram liberados já que nenhum ilícito foi encontrado.

No Paraguai, 450 máquinas para minerar Bitcoin apreendidas pela justiça sumiram misteriosamente na casa de ex-prefeito recentemente, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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