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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

PicPay solicita autorização da SEC para IPO na Nasdaq

Fintech brasileira controlada pelos irmãos Batista quer abrir capital em até US$ 500 milhões na bolsa eletrônica dos EUA.

PicPay solicita autorização da SEC para IPO na Nasdaq
Brasil

Resumo da notícia:

  • PicPay solicita à SEC autorização para IPO na Nasdaq.

  • Fintech brasileira quer captar até US$ 500 milhões.

  • Citigroup, Bank of America (BofA) Securities e RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais.

O banco digital brasileiro PicPay anunciou na última segunda-feira (5) que ingressou com um pedido na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) para uma oferta pública inicial (IPO) de suas ações ordinárias Classe A na bolsa eletrônica Nasdaq.

Segundo a empresa controlada pela holding J&F, dona da processadora de carnes JBS, dos irmãos Batista, o número de ações a serem oferecidas e a faixa de preço da oferta ainda não foram definidos, embora portais como Valor e G1 tenham informado que o PicPay pretende captar até US$ 500 milhões, em caso de aprovação da IPO.

A empresa sustentou, no entanto, que a oferta está sujeita às condições de mercado e outras condições, bem como à conclusão do processo de análise da SEC. Em caso de aprovação, o PicPay informou que pretende listar suas ações ordinárias Classe A com o ticker “PICS”.

A fintech acrescentou que o Citigroup, o Bank of America (BofA) Securities e o RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais conjuntos da oferta proposta. O Mizuho e a Wolfe | Nomura Alliance também atuam como gestores conjuntos da oferta, e o FT Partners atua como cogestor.

O PicPay também informou que atende a mais de 66 milhões de clientes em todo o Brasil, dos quais 42 milhões estavam ativos no terceiro trimestre de 2025, e registrou um retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) de 17,4% no mesmo período.

Nos primeiros nove meses de 2025, o PicPay registrou receita total e lucro operacional de R$ 7,3 bilhões (aproximadamente US$ 1,37 bilhão) e lucro líquido de R$ 313,8 milhões (aproximadamente US$ 59 milhões), com depósitos de clientes no valor de R$ 27 bilhões (aproximadamente US$ 5 bilhões) em 30 de setembro de 2025, segundo a empresa.

Enquanto isso, o Banco Central prevê integração de Pix, Drex, tokens RWA e Open Finance até 2029, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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