Resumo da notícia
BTC mantém suporte acima de US$ 93 mil e reforça viés de recuperação
Cenário macro global favorável sustenta apetite por ativos de risco
Análise técnica indica possível avanço até US$ 100 mil, com atenção ao suporte em US$ 90 mil
11h
Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital
Depois de muito tempo sem vermos um movimento realmente forte, o Bitcoin voltou a se mover de forma mais limpa e direcional. Esse movimento não veio do nada. Ele é consequência direta do vencimento das opções no dia 26 de dezembro, que destravou a região dos US$ 90 mil, nível onde o preço vinha ficando preso havia semanas.

Até então, o mercado estava funcionando quase no piloto automático por conta das estruturas de hedge. Sempre que o preço tentava passar dos US$ 90 mil, os negociadores vendiam spot para proteger suas posições. Do outro lado, abaixo dos US$ 85 mil, entravam compras automáticas para evitar exercício das opções.
Não era uma leitura de preço, nem de macro. Era simplesmente proteção de prêmio.
Quando essas opções venceram, essa trava deixou de existir. E o efeito foi imediato. O Bitcoin saiu daquele range apertado e passou a trabalhar de forma mais solta, agora dentro de uma faixa bem mais saudável, entre US$ 85 mil e US$ 100 mil, onde os novos polos de proteção começam a se formar.
O fechamento do dia anterior acima dos US$ 93.500 foi importante. Enquanto o preço conseguir se manter acima dessa região, o cenário segue construtivo. O próximo nível natural passa a ser a faixa dos US$ 96.500, que entra como alvo técnico. Em termos de suporte, a região dos US$ 91.700 merece atenção, já que pode funcionar como ponto de defesa em eventuais realizações.

Esse movimento também veio acompanhado de uma liquidação reprimida, que vinha se acumulando há semanas. Com a liberação da estrutura de opções e um ambiente de baixo volume típico de período de feriado, o preço ganhou velocidade mais rápido do que o normal.

O on-chain também começa a conversar melhor com o preço. A região dos US$ 98 mil é especialmente relevante, porque ali está a base de custo dos short-term holders STH. Um preço sustentado acima desse nível tende a aliviar bastante a pressão desses investidores e deixa o mercado mais confortável para continuar subindo.
Outro ponto que chama atenção é a relação Bitcoin/Stablecoin na Binance, que sinaliza aumento do poder de compra. Esse tipo de leitura costuma aparecer em momentos em que o mercado começa a sair de uma fase defensiva para algo mais positivo.

Um movimento parecido aconteceu em março de 2025, quando o Bitcoin caiu de cerca de US$ 109 mil para US$ 74 mil e, depois disso, iniciou uma nova pernada que levou o preço para a região dos US$ 126 mil. Não é que a história vá se repetir da mesma forma, mas a dinâmica de compressão, liberação e retomada de força é familiar.
O mercado saiu de um ambiente artificialmente travado e voltou a responder ao fluxo real. Agora, o jogo deixa de ser sobre “quando destravaˮ e passa a ser sobre se o preço consegue sustentar os níveis recuperados. É isso que vai dizer se estamos apenas diante de um alívio técnico ou do início de algo maior.
10h50
Paulo Aragão (Economista e Host do Podcast Giro Bitcoin)
O Bitcoin voltou a se aproximar da região dos US$ 94 mil, acompanhando a melhora do apetite por risco em Wall Street no início da semana e também fatores sazonais que costumam favorecer o mercado nesta época do ano. Isso ocorreu mesmo com a divulgação de dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, reforçando a leitura de que o movimento atual está mais ligado ao posicionamento dos investidores do que às manchetes do dia.
O comportamento do mercado indica um cenário de acumulação, com ordens de compra continuando a aparecer nesses níveis. Grandes investidores podem estar se posicionando antecipadamente diante de dois eventos relevantes: a votação no Senado americano sobre a estrutura regulatória do mercado cripto, prevista para os próximos dias, e o anúncio do novo presidente do Federal Reserve.
Do ponto de vista de risco, existem dois níveis importantes no radar. Na parte de baixo, a região dos US$ 89 mil segue como o principal ponto de atenção caso o mercado perca força. Por outro lado, há zonas de forte interesse mais acima, entre US$ 99 mil e US$ 101 mil, que podem atrair o preço caso o movimento de alta ganhe continuidade.
No curto prazo, o Bitcoin ainda precisa confirmar força acima da faixa atual para evitar uma correção mais ampla. Se o preço conseguir se sustentar acima dos US$ 93.800, aumenta a chance de uma tentativa de avanço para níveis mais elevados nas próximas semanas. Caso contrário, o mercado pode voltar a testar regiões mais baixas antes de definir uma direção clara.
Apesar desses riscos, os fundamentos seguem construtivos. Os dados on-chain mostram que o Bitcoin ainda não está em níveis historicamente esticados e teria espaço para subir cerca de 20% ou mais antes de entrar em uma zona de excesso. Além disso, a atividade na rede segue forte, um sinal de que a demanda estrutural permanece presente.
Em resumo, o mercado vive um momento de equilíbrio delicado: há sinais claros de acumulação e força de fundo, mas a confirmação de uma nova perna de alta depende da capacidade do Bitcoin de sustentar os níveis atuais nos próximos dias.
9h50
Guilherme Prado. Country manager da Bitget no Brasil
O Bitcoin passa por um movimento natural de consolidação após testar a região de US$ 94.800, recuando em direção ao suporte de US$ 93.000. Esse comportamento reflete um mercado dividido entre realização de lucros no curto prazo e apostas em uma possível continuação do movimento de alta, com resistências relevantes próximas a US$ 98.900.
Apesar da leve perda de fôlego indicada pelo RSI em torno de 63, o que sugere algum grau de profit-taking após a alta recente, o fluxo institucional segue sendo um fator de sustentação importante. Os fortes ingressos em ETFs spot de Bitcoin, que se aproximaram de US$ 700 milhões em um único dia, reforçam o apetite por exposição regulada ao ativo.
Nesse contexto, o movimento do Morgan Stanley de buscar aprovação regulatória junto à SEC para lançar ETFs atrelados ao preço do Bitcoin e do Solana é mais um sinal de que o interesse institucional por criptoativos continua avançando, contribuindo para a consolidação do mercado em níveis mais elevados.
7h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 06/01/2026, está cotado em R$ 505.265,37. O preço do BTC começa a dar sinais de recuperação e se mantém acima de US$ 93 mil, nível que precisa ser mantido pelos touros para tentar um rompimento de US$ 100 mil.

Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, afirmou que os mercados asiáticos ampliaram suas altas no começo de 2026, acompanhando o rali de Wall Street impulsionado por ações financeiras e de energia, mesmo diante de tensões geopolíticas como a operação militar dos EUA na Venezuela.
De acordo com ele, o dólar manteve-se relativamente estável, enquanto algumas commodities, como cobre e ouro, permaneceram em patamares elevados. A expectativa de que os dados de emprego dos EUA influenciem a política monetária do Federal Reserve tem sustentado o apetite por risco. Com o Bitcoin cotado atualmente em torno de US$ 93.600, a expectativa de curto prazo é moderadamente positiva.
O ambiente global de risk-on, com mercados acionários próximos de níveis recordes e fluxo de capital direcionado a tecnologia e commodities, favorece criptoativos como o BTC. Além disso, as expectativas de cortes de juros ou de uma postura monetária mais acomodatícia no início do ano continuam sustentando a atratividade dos ativos de risco. No entanto, a volatilidade associada à divulgação de dados macroeconômicos relevantes, como o relatório de emprego dos EUA, e os riscos geopolíticos podem provocar oscilações temporárias, limitando um avanço mais abrupto do Bitcoin na ausência de catalisadores adicionais.
Bitcoin análise técnica
Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, destaca que se o BTC continuar sua tendência de alta e fechar acima da resistência de US$ 94.253, poderá estender a valorização em direção ao importante nível psicológico de US$ 100.000.
O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 64, acima do nível neutro de 50, indicando que o ímpeto de alta está ganhando força. Além disso, o indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) mostra um cruzamento de alta e barras verdes ascendentes no histograma acima do nível neutro, reforçando ainda mais a perspectiva de alta .

No entanto, segundo o analista, se o BTC sofrer uma correção, poderá estender a queda em direção ao importante nível de suporte de US$ 90.000.
Portanto, o preço do Bitcoin em 06 de janeiro de 2026 é de R$ 504.771,95. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 06 de janeiro de 2026, são: Onycoin (XCN), Render (RENDER) e SUI (SUI), com altas de 92%, 20% e 15%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 06 de janeiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Midnight (NIGHT) e Bitcoin Cash (BCH), com quedas de -9%, -5% e -4% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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