Resumo da notícia:
Em 2025, mercado de criptomoedas foi definido menos por dramas internos do setor e mais pela pressão externa da economia global e de eventos mundiais.
Bitcoin começou o ano refletindo o S&P 500 de forma bastante precisa, mas terminou o ano com uma defasagem considerável.
Momento mais disruptivo ocorreu, sem dúvida, no início de abril, quando o presidente Trump anunciou novas tarifas abrangentes.
Os cortes nas taxas de juros no final do ano ofereceram alívio temporário.
Crescimento em rede e liquidez apontam que os alicerces do ecossistema cripto se fortaleceram discretamente.
A Santiment divulgou nesta terça-feira (6) uma análise sobre o mercado de criptomoedas em 2025, destacando que os impactos mais fortes no setor vieram de fatores externos, principalmente da geopolítica.
🗓️ 2025 was a year of news generating optimism, followed by repeated letdowns for crypto traders. We break down the biggest events throughout the 12-month rollercoaster, breaking down key events and looking at how whales & sentiment led the path. 👇https://t.co/uTSZzBypfG pic.twitter.com/QqrnTwETzM
— Santiment (@santimentfeed) January 6, 2026
Segundo a plataforma de monitoramento de sentimento de mercado, em 2025, o mercado de criptomoedas foi definido menos por dramas internos do setor e mais pela pressão externa da economia global e de eventos mundiais, comparados a uma “montanha-russa”. O que representou uma espécie de guinada em relação a anos anteriores, já que as criptomoedas “eram frequentemente vistas como um potencial porto seguro contra a inflação, conflitos políticos e a instabilidade financeira tradicional”.
Em 2025, a movimentação de preços refletiu cada vez mais o posicionamento institucional e o apetite por risco impulsionado por fatores macroeconômicos, com os ativos digitais reagindo de forma mais semelhante aos mercados financeiros tradicionais em momentos de tensão e alívio. O preço do Bitcoin começou o ano refletindo o S&P 500 de forma bastante precisa, mas terminou o ano com uma defasagem considerável, observou a análise.
A Santiment lembrou que os mercados passaram grande parte do ano reagindo aos sinais de política monetária do Federal Reserve (Fed), aos dados inesperados de inflação e às repentinas escaladas geopolíticas ligadas a Israel, Palestina e Irã.
O momento mais disruptivo ocorreu, sem dúvida, no início de abril, quando o presidente Trump anunciou novas tarifas abrangentes, desencadeando uma das reações de aversão ao risco mais acentuadas do ano em ações, criptomoedas e commodities, salientou a plataforma.
O insight ressaltou que, “em vez de se basearem apenas em narrativas específicas do mercado de criptomoedas, os ativos digitais passaram a acompanhar cada vez mais os ciclos macroeconômicos mais amplos de medo e alívio”.
Em meio às incertezas ao longo do ano, a Santiment destacou que o Bitcoin (BTC) terminou o ano com recuo acumulado de 6% enquanto o Ethereum (ETH) encerrou com uma queda de 10%, apesar de múltiplos períodos de fortes altas (e subsequentes armadilhas para touros) em ambos os principais ativos de criptomoedas.
Para a Santiment, “a movimentação dos preços foi frequentemente instável, com quedas rápidas após notícias sobre políticas públicas e recuperações igualmente rápidas quando os temores diminuíram”.
Os cortes nas taxas de juros no final do ano ofereceram alívio temporário, mas também revelaram o quanto de boas notícias já havia sido precificado, acrescentou a análise.
Na avaliação da plataforma de sentimento, “ao final do ano, ficou claro que 2025 não foi um simples mercado de alta ou baixa, mas um ano de constante recalibração”.
Foi uma lição para muitos traders sobre por que não podem se acomodar demais, especialmente com as criptomoedas sendo significativamente mais ‘convencionais’ do que eram há 5, ou principalmente 10, anos, enfatizou.
Por outro lado, a análise destacou que os dados on-chain revelaram uma história muito mais construtiva por baixo da superfície. Nesse caso, o Bitcoin adicionou aproximadamente 3,42 milhões de novas carteiras não vazias ao longo do ano, enquanto o Ethereum adicionou cerca de 34,85 milhões (10 vezes mais que o BTC).
Esse crescimento sugeriu uma acumulação e integração constantes, especialmente por parte de pequenos investidores, mesmo com os preços lutando para manter os ganhos, frisou a Santiment.
De acordo com a análise, “o comportamento das baleias foi mais paciente do que agressivo, enquanto a participação dos investidores de varejo continuou a aumentar durante os períodos de consolidação”.
A divergência entre a desaceleração do ímpeto de preço e a expansão do uso da rede tornou-se um dos temas definidores do ano, destacou.
A Santiment lembrou que 2025 também foi marcado por contratempos, além do progresso, citando ataques cibernéticos e, ao mesmo tempo, expansão da adoção de criptomoedas, “mesmo diante de choques macroeconômicos, volatilidade impulsionada por tarifas e temores geopolíticos”.
O crescimento da rede, a melhoria da liquidez e a atividade constante dos usuários mostraram que, embora os preços tenham terminado o ano em baixa, os alicerces do ecossistema cripto se fortaleceram discretamente, observou a Santiment ao elencar alguns eventos importantes ao longo do ano.
A geopolítica de sinais de que pode continuar influenciando as criptomoedas em 2026, já que a compra de criptomoedas e Bitcoin em alta marcam início de semana após prisão de Maduro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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