O PeerBR, braço de tokenização do grupo GCB, lançou esta semana um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) distribuído em tokens de recebíveis (TRs) que compõem R$ 7 milhões, montante a ser utilizado no término da construção de 30 casas de um condomínio de Guararema (SP), erguido pela construtora São Silvestre, segundo informações veiculadas nesta quinta-feira (11) pelo Valor.
O CEO do PeerBR, Marcos Barros, qualificou a operação como um divisor de águas para a consolidação da empresa como plataforma de crédito privado, acrescentou que esse segmento de tokenização representa um nicho interessante de mercado e elencou que algumas alterações recentes nas regras de investimento e recuo de juros têm servido de catalisadores pela dificuldade dos investidores de encontrarem investimentos mais atrativos.
Segundo a publicação, o aporte tem como objetivo o custeio de 55% da obra, percentual restante para o término da construção cujas unidades já estão vendidas em um percentual de aproximadamente 75% com 100% de adimplência dos compradores e previsão de entrega até o fim do ano.
A empresa informou ainda que encontrou dificuldade em obter financiamento junto aos grandes banco e decidiu optar pela tokenização como alternativa para a conclusão do empreendimento. Já o diretor imobiliário da PeerBR, Victor Moura, acrescentou que o braço de tokenização do GCB surgiu com a ideia de popularizar esses CRIs, então restritos aos family offices.
O executivo frisou que o aporte é considerado de pequeno porte e acaba ficando fora do radar do mercado tradicional. O que serviu, segundo Moura, de oportunidade de mercado para a PeerBR, que se encarrega do monitoramento da operação, trabalho pouco atrativo aos grandes players.
Em relação aos rendimentos, os TRs podem se adquiridos a partir de R$ 500, inclusive por investidores de varejo, embora o foco do produto seja os investidores de alta renda, com potencial de aplicação a partir de R$ 100 mil. Em relação aos rendimentos, o CRI prevê uma remuneração anual equivalente ao CDI acrescido de 70%, com prazo de dois anos. A PeeBR acrescentou que a meta da empresa é tokenizar R$ 500 milhões em 2024 e R$ 1 bilhão em 2025.
No final de 2023, o PeerBR conseguiu sinal verde da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar com crowdfunding, habilitando a empresa a emitir tokens ligados a valores mobiliários, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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