O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu há alguns dias o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira Ronaldinho Gaúcho em um processo que envolve a empresa 18k Ronaldinho, suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira baseada em criptomoedas.
Em sua decisão, o juiz Gustavo Campos sentenciou os sócios da 18K Ronaldinho, Raphael de Oliveira e Marcelo Marcelino, a ressarcirem em R$ 20 mil o autor da ação. Um vendedor que alegou ter aportado todas as suas economias na plataforma em 2019, R$ 14,4 mil na época. Ele argumentou que foi sido atraído pela promessa da empresa de rendimento de 100%, pelo menos, em 300 dias úteis.
Em relação ao Bruxo, como Ronaldinho Gaúcho é popularmente conhecido, o magistrado acolheu os argumentos da defesa do ex-atleta, que:
“Ronaldo é uma vítima, uma vez que sua imagem foi utilizada de forma ilícita.”
Isso porque, segundo o advogado Sérgio Queiroz, que representa o ex-jogador, o contrato de Ronaldinho Gaúcho com a empresa envolvia o uso de um vídeo gravado pelo jogador, além de fotos, supostamente para serem usados para a divulgação de um relógio, o 18K Watches.
De acordo com a defesa do jogador, um dos sócios da empresa teria se apropriado desse material publicitário para atrair investidores para a suposta pirâmide de criptomoedas, a 18K Ronaldinho.
Alegações que foram aceitas pelo magistrado, que viu ausência de provas suficientes de provas para incriminar o ex-camisa 10 e indícios de que o Bruxo pode ter sido “enfeitiçado” pelos donos da empresa. Entretanto, a decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso por todas as partes envolvidas.
Em agosto do ano passado, Ronaldinho Gaúcho prestou esclarecimentos à CPI das Criptomoedas, ocasião em que revelou que a assinatura do contrato foi efetivada em em 2016 foi realizado contrato com a empresa americana 18k Watch Corporation, para a criação de uma linha de relógios com a imagem dele. Já em julho de 2019, ele assinou contrato com a empresa brasileira 18k Watch Comércio Atacadista e Varejista de Negócios, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.