O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou nesta sexta-feira (8) a Operação Medelín. Ação que aconteceu em São Paulo (SP) contra uma quadrilha especializada em roubar criptomoedas após dopar as vítimas com o golpe conhecido com “boa noite, Cinderela.” Ao todo, a operação tentava cumprir cinco mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão.

Divulgação/MPRJ

A operação foi realizada pelos promotores de Justiça Fabiano Cossermelli Oliveira e Diogo Erthal da Costa e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) em auxílio à Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial de Botafogo e Copacabana, na Zona Sul do Rio. A operação contou ainda com a colaboração do Cyber GAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar de São Paulo.

De acordo com as investigações, os integrantes da quadrilha entravam em aplicativos de namoro à procura de pessoas que também fossem investidoras de criptomoedas. Após marcarem encontros “amorosos”, eles dopavam as vítimas e imediatamente realizavam transferências dos celulares delas para carteiras digitais ligadas ao grupo criminoso. 

"Ao longo da apuração, por meio de técnicas avançadas de rastreio de criptoativos, foi possível identificar os integrantes do grupo, alguns deles localizados em outros países, e desvendar as sofisticadas estratégias que utilizavam para selecionar e abordar as vítimas, assim como ocultar os ativos subtraídos", informou o MPRJ em nota. 

Até o fechamento desta edição, o MP não havia informado sobre prisões no âmbito da operação. Porém, além da identificação de transferências de criptomoedas das vítimas, a Operação Medelín havia recuperado cartões de crédito, máquinas de cartões, documentos dos criminosos, celulares, joias e notas fiscais. 

No final de outubro, uma ação do MPRJ também resultou na prisão de Gilson Vianna, um dos quatro alvos de mandados de prisão da Operação Príncipe do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.