Quando foi ao Twitter na noite do último dia 5 de abril anunciar que havia deixado o emprego na área de fundos de hedge da gigante do setor de investimentos Citadel para trabalhar no Terra Labs, Neel Somani, de 24 anos, não imaginava o que estava por vir.
"Larguei meu emprego na Citadel para construir um projeto na web3! Minha proposta para o futuro do Terra DeFi", disse.
I quit my job at Citadel to build a project in web3!
— neel (@neelsalami) April 6, 2022
My proposal for the future of Terra DeFi: https://t.co/iHkoxK4Whs
Assumindo uma redução salarial considerável segundo ele, Somani ingressou no Terra Hacker House, um programa financiado pelo Terra Labs e seus patrocinadores para criar uma Ethereum Virtual Machine (EVM), que representaria uma ponte entre as redes Terra e Ethereum. O que, segundo Neel Somani, teria proporcionado um crescimento da rede Terra para ajudar a manter o lastro da stablecoin TerraUSD (UST) e o dólar americano.
Trabalhando em escritório em Chicago, ele revelou ao New York Times que chegou a capitar investimentos de US$ 10 milhões para o projeto, o Terranova, e que outros 40 investidores estavam entusiasmados com a ideia, que envolvia a contratação de três funcionários e novos aportes, no total de cerca de US$ 65 milhões, que não chegaram a ser investidos, uma vez que o ecossistema Terra (LUNA) entrou em colapso antes disso.
Ao DisruptionBanking, Neel negou qualquer possibilidade de esquema Ponzi na criptomoeda e disse que a implantação do projeto não chegou a tempo de evitar a manutenção da estabilidade do UST, que foi despejado de forma muito acelerada fazendo com que o fornecimento de LUNA também aumentasse rapidamente na tentativa de suprir a oferta da stablecoin algoritmica descentralizada.
“A história verá as stablecoins de algoritmos como a) um desastre tão inevitável quanto a crise das hipotecas subprime ou b) a maior inovação recente da história financeira. Presumivelmente, agora temos nossa resposta", emendou.
Neel acrescentou que está trabalhando em outro projeto e disse que o LUNA está morto, sem perspectiva de recuperação. Apesar disso, ele garante não ter se arrependido em largar o emprego para ingressar no projeto encabeçado pelo empresário sul-coreano Do Kwon.
“Estou super agradecido pela minha experiência e animado pelo que vem a seguir”, completou.
Por outro lado, algumas revelações começaram vir à tona dias depois do colapso do ecossistema Terra (LUNA). A dramática história do crash, segundo documentos legais, foi precedida da liquidação de dois escritórios sul-coreanos e a dissolução da corporação Terraform Labs Korea nos dias anteriores ao colapso da moeda dupla, conforme noticiou o Cointelegraph.
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