O analista on-chain do portal de insights & conteúdo de criptoeconomia BlockTrends,  Cauê Oliveira, usou o Twitter nesta sexta-feira (20) para disparar contra a exchange de criptomoedas Bitfinex que, na opinião dele, estaria manipulando informações de mercado para induzir os investidores a acreditarem na alta de curto prazo do Bitcoin (BTC).

Para ele, um dos gráficos da empresa apresenta um aumento acentuado em posições longs da criptomoeda, que são os compradores. Segundo Cauê, a informação não condiz com o que demonstram outras exchanges, cujos gráficos apresentam pressão de venda, ou seja, um fortalecimento das posições shorts. 

Cauê Oliveira reforçou suas colocações em outra publicação ao sugerir que o aumento de 120% em posições de longs, no gráfico da exchange, poderia ser justamente para chamar a atenção dos investidores, uma vez que o acesso aos dados de posições é aberto. 

"Por outro lado, quando visualizamos o mercado SPOT há ventos na direção oposta. Quando digo isto me refiro a quantidade de moedas entrando diariamente em exchanges SPOT. 
Vamos pegar por exemplo a  @coinbase
Aqui vemos o forte movimento de entrada, possível pressão de venda", argumentou o analista. 

Pelo gráfico da exchange de criptomoedas Coinbase apresentado por Cauê Oliveira, o Bitcoin se aproximou da média móvel simples (SMA) de sete dias, em torno de US$ 27 mil, no último sábado, o que, pela imagem, derrubou ainda mais a média de preços, visualizada pela linha alaranjada. 

A análise fundamentada pelo gráfico da Coinbase ainda serviu para mais um argumento de Cauê contra o mapeamento da Bitfinex.  No caso outro dado levantado por ele, o de que 76% do volume de negociações são feitos por instituições. Na prática, o analista quis dizer que as empresas teriam que comprar massivamente o Bitcoin para justificar o gráfico da Bitfinex. 

Por outro lado, há quem aposte em uma recuperação do Bitcoin em curto prazo. O que aconteceria na esteira do enfraquecimento do dólar, apontado como responsável pela elevação do Bitcoin para US$ 30,7 mil. Mais do que isso, as condições macro teriam reduzido a pressão sobre os ativos de risco, o que poderia elevar a dominância do BTC a 60%, segundo noticiou o Cointelegraph

LEIA MAIS: