Após esbarrar em US$ 90 mil com as altcoins em alta de até 280% e o Dogecoin no ‘bonde de Trump’, o Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 85,2 mil (+4,4%) no final da manhã desta terça-feira (12). Movimento que coincidia com o aumento de liquidações longs (compradas), apesar da especulação de alta dos touros do Bitcoin, referente a US$ 100 mil.

Em relação às liquidações longs, posições alavancadas que representam a tomada de empréstimos para compra de BTC na aposta da alta da criptomoeda, o monitoramento de quatro horas da plataforma Coinglass no momento desta edição indicava que US$ 295,32 milhões em longs foram liquidados ante US$ 58,74 milhões em shorts (vendidos), que representam a aposta contrária, ou seja, a tomada de empréstimo para venda sucedida de recompra por valores menores, com o lucro na diferença. Desse total, US$ 122 milhões (84,1%) de longs foram liquidados na Binance enquanto 71,4% dos touros de Bitcoin na OKX foram liquidados em US$ 70,2 milhões (71,4%).

Pelo monitoramento de uma hora, a Coinglass reportava US$ 41 milhões em longs liquidados ante US$ 10,42 de shorts liquidados, embora, o monitoramento de 24 horas apresentasse mais equilíbrio, US$ 550,99 milhões ante US$ 478,46 milhões, respectivamente.

Esses dados coincidiam com o monitoramento da plataforma de inteligência on-chain Santiment, que apontou no X que “a ascensão do Bitcoin (naquele momento a US$ 87,1 mil) foi tão rápida que os traders agora estão especulando o quão rápido veremos um valor de mercado de US$ 100 mil. Embora esse preço estivesse além da compreensão há apenas 2-3 meses, a comunidade mudou rapidamente de tom após um aumento de +70% desde a queda de 5 de agosto.”

Em outra publicação, a Santiment observou que a máxima histórica naquele momento coincidia com a alta taxa de realização de lucro, já que os traders tentava vender no topo. Por outro lado, o monitoramento apontava para um alto volume de investidores apostando na continuidade do rali do BTC.

“Enquanto isso, as taxas de financiamento na Binance e Bitmex indicam margens agressivas e alavancagens longs buscando capitalizar em novas altas”, completou a Santiment.

Ao Cointelegraph Brasil, o especialista Arthur Driessen advertiu que a alta semanal de 25% do Bitcoin pode estar próxima da exaustão. Por outro lado, um levantamento da empresa de análise de preços de criptomoedas Ecoinometrics apontou que comprar Bitcoin após novas máximas históricas é mais lucrativo do que em qualquer outro momento.