A cidade de Itaobim, em Minas Gerais, iniciou nesta semana a construção de uma nova usina de energia solar, a primeira do Brasil que será paga 100% com recursos provenientes do universo das criptomoedas de finanças descentralizadas (DeFi).

O projeto e execução da usina será feito pela equipe da EnyCoin (ENY) criptomoeda construída na Binance Smart Chain (BSC) que chegou a ter uma valorização de 5.000% no seu lançamento (passando depois por uma correção de mais de 50%) e que usará as taxas de transação das negociações do criptoativo para financiar a construção da usina fotovoltaica.

A usina terá capacidade inicial de geração de 1MW de potência, o que equivale ao abastecimento de 1 mil casas. De acordo com o Marcos Silva, CEO da EnergyPay (responsável pela ENY), as obras já começaram e a previsão é que a usina esteja em operação já em dezembro de 2022.

Na cerimônia de lançamento da obra em Itaobim, o prefeito do município, Fabiano Fernandes, agradeceu a equipe da ENY e afirmou que a obra irá gerar renda e desenvolvimento para o município.

"A obra gerará emprego e renda para o município e mais: energia limpa, sustentável e renovável para todo o Estado de Minas Gerais", disse.

Já Marcos Silva, destacou que o propósito da fintech é mostrar que o Brasil, além de ser uma potência no segmento de energia solar, é um exportador de inovações.

“O que a EnergyPay fez em tão pouco tempo após o nosso lançamento na rede da Binance Smart Chain, assinando o contrato para a construção de uma usina solar com geração de 1MW no outro dia e assumindo um cronograma de obras avaliado em R$5.5 milhões de reais, mostra a seriedade com todos os nossos holders e acima de tudo, compromisso com a integração de Blockchain a geração de energia limpa no Brasil.", afirmou ao Cointelegraph.

 

Tokenização e ONU

Ao Cointelegraph Marcos Silva destacou ainda que a obra em MG é a primeira do projeto que prevê a construção de outras unidades na Bahia e no Rio de Janeiro, todas também com 1 MW de potência inicial. O objetivo final do projeto é ter um complexo de usinas gerando 15 MW.

"A EnergyPay tem um forte planejamento para produzir energia solar, inicialmente ela tem aprovada a construção de 15 MW que pode escalar para 50 ou 100 em regiões diferentes do Brasil", destacou Silva.

Atualmente as transações com a criptomoeda possuem uma taxa de 15% que segue para o contrato de tesouraria do criptoativo e que é destinado para holders e para a construção da usina. Silva destaca que a partir de janeiro a taxa será diminuída para 3%, quando será lançado um sistema um conjunto de tokens representando frações da usina.

Ainda segundo o CEO, após a tokenização haverá uma rodada de seed para o financiamento do restante das obras e na última fase, haverá o reinvestimento sobre a produção, ou seja, será um ciclo de investimento e reinvestimento, até que a meta de construção de no mínimo 15 mw seja alcançada.

"Durante todo o processo de construção e ampliação das usinas os holder do ENY vão ganhar parte das taxas de transações e, após a construção e operação das usinas, também uma parte do lucro das operações. Nossa proposta é também certificar a usina na ONU para ampliar as possibilidades dos empreendimento", revelou.

De acordo com as informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui 4.357 usinas fotovoltaicas em operação com uma capacidade de aproximadamente 3,84 GW. As mais potentes usinas de energia solar, em termos operacionais, são:

  1. Parque Solar São Gonçalo – 608 megawatts – São Gonçalo (PI);
  2. Complexo Solar Pirapora – 321 megawatts – Pirapora (MG);
  3. Parque Solar Nova Olinda – 292 megawatts – Ribeira do Piauí (PI);
  4. Complexo Solar Ituverava – 292 megawatts – Tabocas do Brejo Velho (BA);
  5. Parque Solar Lapa – 168 megawatts – Bom Jesus da Lapa (BA).

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