Índia mira crimes de cripto como parte de ofensiva de segurança cibernética

O crime relacionado a criptomoedas é um dos focos de um laboratório dedicado ao crime cibernético lançado pelas autoridades indianas nesta semana, informou o jornal indiano The Hindu em 19 de fevereiro.

Como parte dos esforços para intensificar a luta contra os adversários da Internet, o ministro da União Indiana, Rajnath Singh, inaugurou o laboratório forense cibernético e o Centro de Conscientização e Detecção da Proteção Cibernética (CyPAD), que será operado pela polícia em Délhi.

Dentro do laboratório, haverá uma unidade especial focada em criptomoedas, após anos de problemas envolvendo golpistas usando o fenômeno emergente para cometer crimes.

"Estamos agora equipados com tecnologia para recuperar dados de discos rígidos danificados, análise de criptomoedas, malware forense e dados podem ser recuperados de 33.000 tipos de modelos móveis disponíveis no mercado", disse o Comissário de Polícia de Delhi, Amulya Patnaik.

O anúncio ocorre quando a Índia continua progredindo lentamente na separação das ações dos criminosos do uso legítimo da criptomoeda.

Os golpes encontrados pela polícia locais são manchetes regularmente, mas empresas domésticas de criptomoedas reclamam que a posição adotada pelo banco central da Índia não colaborou para criar uma paisagem mais robusta.

Como a Cointelegraph relatou, o Banco da Reserva da Índia promulgou uma proibição aos bancos que atendem a empresas de cripto em julho do ano passado, uma decisão que já foi contestada na mais alta côrte do país.

No início deste mês, um painel de pesquisa do governo pareceu sugerir que Délhi estava preocupada com o potencial impacto da criptomoeda sobre a estabilidade da rúpia.