Na esteira do anúncio da fintech Web3 brasileira que lançou um aplicatico que une banco digital, exchange e carteira de criptomoedas, a exchange de criptomoedas argentina Ripio decidiu aproveitar o inverno cripto para desenvolver novas estratégias relacionadas a promover mais engajamento entre os investidores, especialistas, iniciantes e outros atores dos diferentes ecossistemas que envolvem as criptomoedas. 

Uma das frentes é a carteira Web3, lançada em julho pela Ripio na Argentina e que deverá chegar ao Brasil nos próximos meses, de acordo com o gerente de operações da exchange no país, Henrique Teixeira

A carteira, nomeada de Ripio Portal, possibilita o interfaceamento entre aplicativos descentralizados (DApp), incluindo os protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), e transações envolvendo criptomoedas e tokens não fungíveis (NFTs), inclusive no metaverso. 

A Ripio também está de olho no mercado de games no Brasil, tanto que  Henrique Teixeira afirmou recentemente que:

“Hoje enxergamos que existe uma lacuna no mercado onde a indústria de games e desenvolvedores precisam ter mais suporte para incluir o blockchain e monetização dentro dos seus jogos e eles não estão tendo esse retorno do mercado cripto. Continuamos trabalhando e desenvolvendo projetos para fomentar a indústria, apoiando a criação de novos jogos.” 

Segundo a empresa, a Ripio Portal é a primeira carteira Web3 da América Latina, uma wallet que funciona através de diferentes redes, entre elas a Ethereum (ETH) e a Polygon (MATIC). O que deverá se expandir, já que a exchange trabalha no desenvolvimento de sua própria sidechain da Polygon, a Ripio Chain, focalizada na Web3. Além disso, a plataforma também se instala pelas extensões do Google Chrome, Firefox e Brave. 

Ao comentar sobre o lançamento da carteira no Brasil Henrique Teixeira disse que o inverno cripto pode ser um bom momento para novos investimentos e a exploração de novos casos de uso para as criptomoedas. 

No final de agosto, a Ripio também lançou no Brasil um cartão de débito em parceria com a Visa, o que incluiu um cashback de 5% em Bitcoin (BTC), conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

LEIA MAIS: