Com o FUD, sigla em inglês para medo, incerteza e dúvida, aparentemente tatuado nos grandes investidores, o que acontece fora do mercado de criptomoedas continua influenciando o que ocorre dentro dele. Da mesma forma, as questões “domésticas” do mercado cripto também parecem não atrair os grandes players, principalmente depois do crash que abalou o setor há um mês, com a falência da exchange de criptomoedas FTX, e seus desdobramentos.

No mundo, a Opep+, que é a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, decidiu adiar para o ano que vem uma possível redução na produção de petróleo, tomada em outubro por causa da queda de preço da commodity, potencializada pelo encolhimento da economia da China, que, por sua vez, decidiu flexibilizar o isolamento social da política “covid zero” após os protestos dos últimos dias. 

Além desses entraves na macroeconomia, os EUA deverão anunciar nos próximos dias a inflação de novembro, o que deve ser um sinalizador para um possível novo arrocho na taxa de juros da maior economia do planeta, após a reunião do comitê de política monetária (Fomc) do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, nos próximos dias 13 e 14.

Internamente, dados on-chain da empresa de monitoramento Glassnode revelaram que as perdas realizadas com o Bitcoin nos últimos sete dias foram 14 vezes maiores do que os ganhos. Não por acaso, a dificuldade de mineração acaba de ser reduzida em – 7,3%, maior encolhimento desde julho de 2021. O que pode se reverter em alívio à mineração em um contexto que continua favorecendo a detenção de BTC em carteiras de autocustódia.

O Bitcoin era negociado pouco abaixo de US$ 17 mil (-2%) e respondia por 38,3% de dominância de mercado, cujo volume era de US$ 851 bilhões (-2%). A baixa também era percebida na maioria das altcoins por capitalização de mercado, entre elas o ETH, negociado por US$ 1,253 (-3,3%), o BNB, transacionado a US$ 287 (-2,6%), o DOGE, nivelado em US$ 0,10 (-6%), e o DOT, cotado a US$ 5,45 (-4%).

Alguns projetos considerados robustos avançaram em relação ao preço de seus tokens, entre eles o AXS, avaliado em US$ 8,66 (+7%), o SNX, precificado em US$ 1,93 (+6%), o GALA, cotado a US$ 0,026 (+3,5%), o OCEAN, comprado por US$ 0,14 (+2,8%), e o GLMR, avaliado em US$ 0,43 (+6,2%). No caso de altas de dois dígitos, o CTSI era negociado por US$ 0,15 (+33%), o CEL estava avaliado em US$ 0,64 (+22%) e o UMA respondia por US$ 1,93 (+12%), entre outras altas. 

Trocado de mãos por US$ 17,26 (+45%), o Numeraire (NMR) era um dos destaques das últimas horas, quando o volume de negociação do token cresceu 8.876% ao atingir US$ 215,2 milhões. No final de junho, o NMR apresentou um movimento semelhante ao subir 211% em sete dias

Gráfico diário do par NMR/USD. Fonte: CoinMarketCap

Apesar do otimismo manifestado em diversos comentários na página do projeto no CoinMarketCap, aparentemente não havia um evento pontual que pudesse ser associado ao aumento de preço do NMR. Por outro lado, a conta do projeto no Twitter mantinha a narrativa em torno da plataforma voltada à previsão e fundo de hedge baseada na rede Ethereum, que utiliza a Inteligência Artificial (IA) e de aprendizado de máquina no desenvolvimento de modelos avançados relacionados à previsão do mercado de ações. 

Quem também parece tentar prever o futuro é o estrategista Crypto Tony, que revelou nove criptomoedas que ele está guardando, de olho no mercado de alta, dizendo que “elas voarão”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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