Detentora de 77% do crescente mercado de Exchange Traded Funds (ETFs) de criptomoedas, fundos negociados em bolsas atrelados a criptomoedas, listados na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, a gestora brasileira Hashdex conquistou a liderança mundial em captação de recursos para os seus ETFs de acordo com um relatório recente divulgado pela Bloomberg.

Segundo o documento, os fundos da Hashdex conseguiram atrair US$ 117,9 milhões em aportes em 2022, pouco mais de R$ 637, 8 milhões pela cotação do dólar americano na tarde desta segunda-feira (18). O montante é superior ao somatório das quatro principais concorrentes da Hashdex. 

Os recursos capitados pela Hashdex representam mais do que o dobro da segunda colocada, a 21Shares, sediada na Suíça, que recebeu US$ 54,3 milhões em investimentos em seus ETFs. O SEBA Bank, que também tem sede na Suíça, ficou em terceiro lugar ao receber US$ 15 milhões em aportes este ano. Completam as cinco primeiras posições a VanEck e a Wisdom Tree, dos Estados Unidos.

O destaque da Hashdex entre o seis ETFs listados na B3 é o HASH11, que replica o NCI, índice criado pela empresa em parceria com a Nasdaq, e que já atraiu mais de US$ 80 milhões em investimentos este ano. Na segunda colocação do ranking geral da B3 com 150 mil investidores, o HASH11 se sagrou líder em captação de recursos, apesar de registrar queda de 61% em 2022.

"Estamos contentes com a confiança depositada em nossos produtos. Esse resultado revela o esforço do nosso trabalho em oferecer aos investidores brasileiros, e também de outros países, as melhores estratégias de investimento para o mercado de criptoativos em veículos seguros e regulados. acesso seguro e regulado para diferentes segmentos do mercado de criptoativos", disse o CTO da Hashdex, Samir Kerbage.

Kerbage disse ainda que, embora o atual momento de baixa do mercado seja desafiador, a Hashdex conseguiu emplacar crescimento em todas as frentes e revelou que os cotistas antigos continuam comprando e aportando recursos nos ETFs, o que demonstra interesse dos investidores no aumento da exposição ao mercado de criptomoedas. 

Além disso, os ETFs da gestora também receberam aportes de novos investidores, o que, segundo o executivo, “confirma a crença que os criptoativos vieram para ficar e, também, que os investidores estão se posicionando para o longo prazo.”

No início de junho, o META11, ETF de metaverso da Hashdex, estreou na B3 ignorando baixa do mercado e com foco na crescente digitalização do mundo real, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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