Hackers 'trocam' Bitcoin por Casas Bahia, Lojas Americanas e Pão de Açucar

Alguns hackers estão preferindo cartões que podem ser comprados em lojas das Casas Bahia, Lojas Americanas e Pão de Açúcar ao invés do Bitcoin, segundo publicou a Kaspersky, empresa especializada em cyber segurança.

Segundo a empresa em golpes envolvendo extorsão sexual, no qual golpistas fingem que possuem vídeos e imagens de pessoas assistindo pornografia, hackers estão exigindo que as vítimas comprem em uma das lojas listadas (neste caso, Walmart, Lojas Americanas, Extra, Pão de Açúcar ou Casas Bahia) algum cartão de débito pré-pago. Esses cartões precisam ser recarregados até um determinado valor e ter seus dois lados fotografados, e as imagens enviadas para o endereço de e-mail especificado.

Sextortion: e-mail exigindo um resgate em forma de cartões pré-pagos

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"De uma maneira geral, a diferença entre cartões de crédito pré-pagos e os demais é que você não precisa ir até um banco para conseguir um – você pode comprá-lo e carregá-lo diretamente na loja. Ao mesmo tempo, tais cartões estão conectados aos grandes sistemas globais de pagamento, como Visa e Mastercard, e são aceitos em quaisquer lugares em que estes sistemas operam", declarou a Kaspersky.

Um dos recursos desses cartões é serem utilizáveis não apenas no Brasil, mas também internacionalmente. Acesso cards são vendidos em supermercados e hipermercados das redes já citadas por cerca de R$ 15 e podem ser recarregados com qualquer valor. Assim, tendo recebido os detalhes do cartão pré-pago (daí a exigência de fotografar os dois lados), os golpistas podem usá-lo imediatamente para sacar dinheiro.

"Observe que, embora o texto da mensagem no exemplo esteja realmente em português, foi retirada de um tradutor online. Ou seja, aparentemente, os golpistas não são locais. Dito isto, parecem bem por dentro das realidades cotidianas do país de destino. Por exemplo, sabem que esses cartões podem ser comprados no Brasil (e onde). E-mails como este geralmente são criados usando mais ou menos os mesmos modelos, traduzidos automaticamente para diferentes idiomas (de acordo com o público-alvo) e enviados para milhões de endereços de bancos de dados de spam", destacou a Kaspersky.

No entanto a empresa declarou que ainda é muito cedo para dizer se os cartões de débito pré-pagos substituirão as bitcoins como a nova moeda de resgate preferida, ou se essas mensagens são a exceção e não a regra.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente, um empresário de tecnologia francês foi acusado de roubar mais de 1 milhão de euros em Bitcoin (BTC) de seus ex-colegas no que supostamente foi um "ato de vingança".

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