O ouro e a prata também estão se beneficiando da política nos EUA, à medida que Trump e Biden se preparam para o que está definido como a batalha eleitoral mais cruel da história americana, o que poderia desestabilizar ainda mais os já vulneráveis EUA e o dólar.

A guerra comercial entre China e EUA está mostrando sinais de aquecimento e prolongamento servindo de combustível para aumentar o temor do mercado e mais a incerteza por conta dos novos casos de Covid-19 nos EUA e na Europa.

Ainda existem muitos riscos geopolíticos, monetários e sistêmicos, como o Brexit, e riscos à viabilidade da própria zona do euro, tensões muito significativas com uma China cada vez mais poderosa e, de fato, riscos para o setor bancário e grandes bancos sistemicamente importantes. Ou seja: há muitos riscos no ar e muita incerteza.

Uma forte recessão global parece inevitável, segundo dados revelados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o que se especula é quão severa e quanto tempo durará. Alguns setores sofrerão mais, como por exemplo o setor de serviços e o aeroviário. 

O megainvestidor Warren Buffet realizou perdas de suas posições nas ações das companhias aéreas na ordem de US$ 77 bilhões se desfazendo das suas ações da Delta Airlines, Southwest Airlines, a American Airlines e a United Airlines. 

Ouro levanta vôo

Os preços do ouro subiram durante o recorde histórico de alta de US$ 1.915/oz em 2011 para mais de US$ 1.942/oz hoje, em parte devido a preocupações com as perspectivas de ações, títulos e outros ativos em meio a uma economia global e dos EUA muito vulnerável. 

O ouro subiu para novos recordes em todas as principais moedas hoje, incluindo novos recordes em libras esterlinas em £ 1.514/oz e em euros em € 1.660/oz devido a preocupações com as perspectivas de ativos e moedas como o euro, libra e todas as moedas fiduciárias. 

Imagem: Finviz

A maioria dos analistas, incluindo Peter Brandt, acreditam que os ganhos observados em ouro e prata são sustentáveis e espera-se ver ouro subir acima de US$ 2.000 a onça nas próximas semanas e a prata terá como alvo US$ 30 a onça, pois, apesar dos recentes ganhos, permanece subvalorizado em comparação ao ouro e contra ações.

Os ganhos de ouro e prata em todas as moedas devem-se a preocupações de que as moedas globais sejam desvalorizadas nos próximos meses e anos, à medida que mais papel-moeda for emitido para cumprir as metas de auxílio que os governos se comprometeram com suas sociedades. No Brasil por exemplo, o Banco Central (BACEN) mandou a Casa da Moeda imprimir R$ 437 milhões, para manter o meio circulante com liquidez.

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