A Gol, uma das maiores companhias areas o Brasil, anunciou que mais um de seus vôos terá compensação de carbono por meio da criptomoeda MCO2, da MOSS. No caso, segundo a empresa, todos os vôos para Bonito (BYO), novo destino atendido pela empresa, fazem parte desta expansão de parceria.

O voo inaugural do destino, feito na tarde de quinta-feira (2/12), já contou com 100% de compensação de carbono tendo em vista que a Gol e a MOSS doam a todos os Clientes e à tripulação presentes nos voos da rota Congonhas-Bonito-Congonhas a compensação individual da pegada carbônica deixada pelas viagens, neutralizando as emissões totais de carbono nos dois trechos.

No desembarque, todos ganharam o certificado de compensação de carbono do voo G3 1492 impresso em papel semente.

"Este voo faz parte da nossa campanha #MeuVooCompensa. Em parceria com a Moss, o valor da neutralização em reais será destinado a projetos de conservação da Floresta Amazônica", destacou Eduardo Rodrigo Calderon, diretor de Controle Operacional da Gol.

A primeira rota 100% carbono neutro no Brasil nasceu em 1º setembro deste ano, Recife-Fernando de Noronha-Recife, também uma parceria GOL e MOSS.

"É com grande satisfação que concluímos com sucesso o primeiro voo da segunda rota carbono neutro do Brasil: Congonhas-Bonito. Bonito evoca o respeito ao meio ambiente, uma virtude defendida pela Companhia. Vivemos hoje - Clientes e Colaboradores da Companhia - e viveremos nos próximos voos a este destino uma experiência de impacto neutro na mudança climática e nas emissões", diz Eduardo Rodrigo Calderon, da GOL.

Carbono neutro, uma responsabilidade compartilhada

Desde o dia 5 de junho de 2021, os Clientes da GOL podem, voluntariamente, compensar a emissão de carbono de seus voos, uma possibilidade estabelecida pela Companhia com ineditismo na América Latina, com a colaboração da Moss. À iniciativa e à campanha, a GOL deu o nome de #MeuVooCompensa.

A compensação em voos nacionais e internacionais é realizada por meio do MCO2, primeiro token verde totalmente global lastreado em blockchain, que foi criado pela Moss para neutralizar a emissão de CO2 a partir do apoio a projetos ambientais certificados com atuação na Amazônia.

"Nosso objetivo com essa parceria é democratizar o mercado de crédito de carbono, permitindo que todos - pessoas e empresas - atuem de maneira ativa na conservação de áreas e de destinos sustentáveis como Bonito. Além de contribuir com a preservação local, GOL e seus Clientes, por meio dos voos carbono zero, também beneficiam projetos florestais na Amazônia, ajudando a manter a floresta mais importante do mundo em pé - imprescindível para minimizar os efeitos climáticos que afetam o meio ambiente", explica Luis Felipe Adaime, CEO e fundador da Moss.

Segundo a Gol, o investimento no carbono neutro na cidade de Bonito acende a discussão sobre a responsabilidade compartilhada: mitigar o impacto dos voos nas mudanças climáticas globais deve ser uma preocupação não só das companhias aéreas, mas de cada pessoa que utiliza o serviço.

Ao comprarem os bilhetes Congonhas-Bonito-Congonhas, todos os passageiros terão o direito de resgatar com a Moss o certificado de créditos de carbono já compensados relativos aos seus voos, com o acréscimo de um convite para, se for do interesse do Cliente, comprar o MCO2 para neutralizar as demais rotas que compõem sua viagem.

Para o trecho São Paulo-Rio de Janeiro, a compensação fica em R$ 2,38. De Brasília ao Rio de Janeiro, R$ 5,94. De São Paulo à Bahia, R$ 7,13. E, mesmo em trajeto mais longo, como de Porto Alegre a Manaus, apenas R$ 20,43.

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