O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a extradição do cofundador da pirâmide financeira TelexFree, Carlos Wanzeler. De acordo com a decisão proferida pelo ministro Marco Aurélio, por enquanto o empresário não deixará o Brasil para ser julgado pelos Estados Unidos, conforme noticiou o ConJur.
Assim, segundo a suspensão da extradição o caso envolvendo Carlos Wanzeler ainda deverá ter um recurso analisado pela Justiça. Segundo a defesa do empresário, ele não deveria ser extraditado por ter tido nacionalidade brasileira antes de ser naturalizado estadunidense.
Dessa forma, um recurso ainda deverá ser julgado pela corte do STF ainda em outubro de 2020. Somente após esse julgamento é que o cofundador da TelexFree poderá ou não deixar o Brasil.
Extradição de líder de pirâmide financeira
A empresa TelexFree foi uma pirâmide financeira que começou pouco tempo depois do Bitcoin ser lançado no mercado, ainda em 2012. Embora o esquema não utilizava Bitcoin, o modelo de negócio é semelhante a algumas fraudes que também atuam no mercado de criptomoedas.
Com a decisão do ministro Marco Aurélio, o cofundador da TelexFree Carlos Wanzeler deverá aguardar até o julgamento de um recurso que pode interferir no processo de extradição do empresário acusado de criar uma pirâmide financeira.
Segundo o ConJur, a decisão sobre o caso foi publicada no dia 8 de outubro de 2020, e deverá ser mantida até o julgamento do recurso apresentado pelo réu. Nos Estados Unidos, Carlos Wanzeler responde por crimes relacionados a TelexFree.
Além disso, no Brasil o empresário também é acusado de crimes financeiros envolvendo o esquema. Ainda em 2014 a Justiça bloqueou bens em nome do acusado, em busca de pagar milhares de clientes que investiram dinheiro no negócio.
Prisão de cofundador da TelexFree
Antes de um pedido de extradição ser apresentado à Justiça brasileira, Carlos Wanzeler era considerado foragido até então, e foi detido em fevereiro de 2020 através de uma operação policial em Búzios - RJ.
Naquela ocasião, o cofundador da TelexFree foi através de um pedido do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, e aguarda o julgamento sobre a extradição para os Estados Unidos, onde o acusado responde por crimes relacionados a fraudes financeiras.
Além disso, existe uma denúncia contra Wanzeler apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Nesse caso, o empresário é acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Para o MPF, o cofundador da TelexFree movimentou R$ 213 milhões com o esquema de pirâmide financeira. Por outro lado, no Brasil até familiares do empresário são acusados de envolvimento com o golpe, e podem ter movimentado R$ 23 milhões.
O recurso apresentado pelo cofundador da TelexFree solicita a revogação da decisão da 2ª turma do STF, que decidiu cassar a nacionalidade brasileira do empresário, o que facilitaria o pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos. Dessa forma, Wanzeler é considerado apenas estadunidense, e deixou de ser brasileiro com a decisão do STF.
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