Uma das pirâmides financeiras que mais causou prejuízos no país, a TelexFree, tem seus antigos líderes envolvidos em uma nova fraude, que está sendo aplicada na Ilha da Madeira, em Portugal, segundo o jornal lusitano Público.
Segundo a matéria, os operadores da "empresa" chamada Novum+ oferecem um "fundo comunitário 'blockchain'" e usam as redes sociais para atrair as vítimas em uma espécie de crowdfunding.
Segundo as leis portuguesas, investimentos coletivos como os da Novum+ precisam ser registrados e regulados junto à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, o que não é o caso.
Os convites nas redes sociais para o esquema são feitos através da conta do Facebook de uma pessoa chamada Graça Luísa, ligada à Telexfree na Ilha da Madeira, que envia material para tentar atrair as vítimas, e também através de um e-mail marketing usando os endereços de ex-clientes da Telexfree em Portugal.
Outro "líder" da Novum+, João Botas, garante ter "ganho muito dinheiro e ter dado a ganhar vários milhares de euros", mas não respondeu às perguntas do jornal português.
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A Polícia Judiária do país também tem recebido denúncias relacionadas às atividades da Novum+ e de líderes da Telexfree. Recentemente, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre o paradeiro de outros líderes da pirâmides financeiras.
Um dos citados é Kleyton Alves, que era dono da A2 Trader, uma fraude de criptomoedas que sumiu com os fundos dos clientes em novembro de 2019. Ele diz ter um novo negócio, a 3I Investimentos.
Outro caso famoso ligado à Telexfree é o de Carlos Costa, que lançou o Pipz, programa de fidelidade de pontos em compras. Ele diz que três desembargadores negaram pedido do MP para interrupção do projeto, argumentando que ele "usa meios legais de marketing multinível".
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