O "empresário" que uma vez foi chamado de "Rei do Bitcoin", Cláudio José de Oliveira, fundador do Grupo Bitcoin Banco, foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de de estelionato, organização criminosa, crime contra a economia popular, crime falimentar, crime contra sistema financeiro e tentativa de embaraço às investigações.

Principal responsável pela fraude bilionária do GBB, uma das maiores pirâmides financeiras da história do Brasil, Cláudio Oliveira deixou um mar de dívidas e pelo o menos 7.000 pessoas prejudicadas pela empresa.

A PF também indiciou a esposa de Oliveira, Lucinara da Silva Oliveira, por estelionato, organização criminosa e crime contra a economia popular. Ela e o marido também devem ter a prisão prorrogada. Além deles, outras sete pessoas ligadas ao Bitcoin Banco foram também indiciadas por crimes falimentares, informa o G1.

A defesa do dono do GBB e sua esposa argumenta que está "trabalhando para a elucidação dos fatos", que o inquérito é recheado de "conjecturas e ilações" e que tudo será esclarecido no processo.

"Habilidoso Estelionatário"

A derrocada do GBB vem desde 2019. Naquele ano, Oliveira acionou a polícia para denunciar um suposto "ataque cibernético" na plataforma do GBB, que teria levado ao bloqueio de todos os valores dos clientes da empresa.

Com o avanço das investigações, Polícia Civil e Ministério Público do Paraná desconfiaram do comportamento do dono do GBB, que se negava a colaborar com as autoridades.

Diante da postura negativa de Oliveira e com o avançar das investigações, a empresa e seu dono passaram a ser investigados por crimes de estelionato.

O grupo teria prometido devolver todos os valores bloqueados aos credores, mas segundo as investigações isso nunca aconteceu. A PF também descreve o perfil de Cláudio Oliveira:

"Habilidoso estelionatário, que mantinha ao seu redor pessoas ignorantes aos assuntos que o criminoso dizia dominar, especialmente relacionados à engenharia financeira do Grupo Bitcoin Banco".

A investigação também diz que o GBB se aproveitou do pedido de Recuperação Judicial para interromper os processos cíveis contra a empresa, chegando a prestar informações falsas para enganar a Justiça.

Claudio Oliveira e a esposa foram presos em junho pela PF durante o inquérito que investiga o caso, além de outros envolvidos com o GBB. Todos, com exceção de Cláudio, foram soltos, mas Lucinara descumpriu as medidas judiciais e voltou a ser detida em 16 de julho. A PF também informou que Oliveira foi condenado na Suíça por estelionato e falsificação de documentos.

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